Visitas às agências, passeio pela cidade e um final de tarde digamos tumultuado...

Viemos para Maintal principalmente para fazer uns pequenos consertos no carro. Estamos aqui já faz quatro dias e nada de arrumações. Sr. Rubertus (dono do carro que alugamos para a expedição) nos garantiu que entre sexta-feira à tarde e o sábado, tudo est

  
  

Viemos para Maintal principalmente para fazer uns pequenos consertos no carro. Estamos aqui já faz quatro dias e nada de arrumações. Sr. Rubertus (dono do carro que alugamos para a expedição) nos garantiu que entre sexta-feira à tarde e o sábado, tudo estaria pronto, afinal queríamos partir na segunda-feira bem cedinho.
Passamos quase toda a sexta-feira escrevendo e editando fotografias. Não tínhamos nem coragem de enfrentar o sol de tão quente. Esperamos o calor diminuir um pouco e seguimos para Frankfurt para atualizar o site. Na sexta, nada de consertos!

Visita ao agente de viagem em Frankfurt

Visita ao agente de viagem em Frankfurt

Ficaria para o sábado então. Como tínhamos visitas a serem feitas em Frankfurt combinamos que chegaríamos no fim da tarde para os ajustes nos vazamentos.
Visitamos duas agências em Frankfurt e conseguimos o endereço de uma grande operadora, numa cidadezinha próxima, que deixamos para segunda-feira.

Agente com material de Foz

Agente com material de Foz

Teríamos apenas o sábado para conhecer Frankfurt, por isso tivemos que fazer uma escolha do que queríamos ver. Nos dirigimos para o Deutsches Filmmuseum (Museu do Filme) que fica na Museumsuger, uma rua com vários museus um ao lado do outro. Como o museu abria somente às duas horas da tarde, aproveitamos para dar uma olhada numa feira bem em frente. O mercado de pulgas vendia de tudo, TVs usadas, equipamentos de informática, roupas, uma infinidade de velharias. Até suspeitamos que alguns daqueles objetos fossem roubados, mas é melhor nem entrar nesse mérito. Até compramos algumas bugigangas.

Centro antigo de Frankfurt

Centro antigo de Frankfurt

Assim que o museu abriu estávamos lá. O lugar é bem interessante, possui documentos e objetos relacionados à produção cinematográfica. Na exposição que fica no térreo do museu, o tema eram os filmes sobre os índios americanos. Alguns figurinos estavam expostos. O museu possui um cinema - com sessões geralmente a partir do entardecer e à noite - que exibe títulos antigos.

Painel no Deutsches Filmmuseum

Painel no Deutsches Filmmuseum

Seguimos para o centro da cidade velha para visitar um dos cartões-postais de Frankfurt, a Römer, que reúne casas dos séculos 15 a 18, entre elas a Altes Rathaus (antiga prefeitura). Tudo teve de ser reconstruído depois da Segunda Guerra Mundial. A única construção que permaneceu em pé depois dos bombardeios foi uma igreja à direita do prédio da Altes Rathaus, a Alte Nikolaikirche (antiga Igreja Nikolai). O lugar realmente é bastante interessante, ainda mais se compararmos as fotografias tiradas logo em seguida aos ataques aliados com a praça hoje.

Feira super movimentada nas margens do rio Main

Feira super movimentada nas margens do rio Main

Mortas de fome e ávidas por um lugar mais fresco, seguimos para a Hauptbahnhof, onde fizemos um lanche e jogamos conversa fora. Outros museus ainda estavam na nossa lista, como a Goethehaus, onde nasceu o poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe. Mas estava realmente difícil enfrentar o calor. E isso que somos acostumadas com os verões de Foz do Iguaçu, quase infernais... Mas não deu...

Fabiula ficou em Frankfurt mais alguns instantes, Cláudia e Patrícia foram pra casa, queriam chegar em Maintal antes do mercado fechar (às oito da noite). Foi aí que começou mais uma das nossas sagas...

Primeiro, as duas pegaram o trem errado e lembraram que estavam sem a chave do carro, a qual tinha ficado com a Fá. Desceram na primeira estação e depois de mais de 45 minutos de espera conseguiram pegar outro trem de volta para Frankfurt. A sorte é que logo encontraram Fabiula, que estava num cyber. Pegaram a chave, alertaram sobre o trem, para que ela não pegasse o errado também e foram embora. Fabiula tinha ficado com pouco menos de dez euros, dinheiro que daria para pagar a internet, o bilhete do trem e ainda sobraria.

Cláudia e Patrícia sabiam que não iriam conseguir pegar o mercado aberto e compraram apenas refrigerante e molho de tomate na estação mesmo, a um preço que mais parecia um assalto.

Até aí tudo bem, as duas chegaram em casa e esperavam pela Fabiula. Já passado das dez da noite, chega a Fá pálida e choramingosa. Parte do dinheiro que ela deveria ter simplesmente desapareceu. Resultado: faltou dinheiro para pagar a internet e não sobrou um centavo para comprar o bilhete do trem. O dono do cyber percebeu o desespero e deixou que a Fabiula fosse pra casa sem pagar a conta por completo.

Mas no trem, o que diria para o fiscal? A sorte é que nem sempre eles aparecem. Fabiula estava na torcida que desta vez ele não aparecesse. O ar condicionado do trem mais parecia calefação de tanto que a pobre suava. Não deu outra, na primeira estação apareceu o bendito cobrador. Fabiula não sabia o que fazer... Até que resolveu mostrar o bilhete que pagou quando foi pela manhã para Frankfurt (que estava quase 12 horas defasado) e o bilheteiro fez vistas grossas à transgressão e a “perdoou”. Já que ele nunca iria acreditar que ela estava andando sem pagar porque tinha perdido o dinheiro.

Tirando o susto, não aconteceu nada de mais grave. Aprendemos algumas lições com isso... Ninguém mais anda sozinha e nada de dinheiro contado. Neste sábado tivemos de rezar um pouco mais do que o normal. Nossos anjos da guarda tiveram muito trabalho por hoje.

  
  

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