Auschwitz-Birkenau - Polônia (parte I)

Os terrores da Segunda Guerra Mundial são lembrados na sua maioria pelas atrocidades cometidas por mãos alemãs, não só nos fronts de batalha, mas principalmente no limite dos alambrados que cercavam os campos de concentração e extermínio. Espalhados estra

  
  

Os terrores da Segunda Guerra Mundial são lembrados na sua maioria pelas atrocidades cometidas por mãos alemãs, não só nos fronts de batalha, mas principalmente no limite dos alambrados que cercavam os campos de concentração e extermínio. Espalhados estrategicamente pelos países que aos poucos iam sendo ocupados, os campos foram descobertos anos depois de entrarem em operação.

Vagão sobre os trilhos de Birkenau continuam lembrando a chegada de milhares de prisioneiros

Vagão sobre os trilhos de Birkenau continuam lembrando a chegada de milhares de prisioneiros

Mesmo com a notícia do Holocausto alardeada pelo mundo, pouco foi feito para o seu fim. Os aliados se justificaram mais tarde dizendo que esta preocupação não cabia às estratégias de guerra. Países que se declararam neutros à Guerra ou que, comodamente, estavam na situação de ocupados também pouco fizeram na tentativa de acabar com o extermínio em massa de judeus e outras minorias como ativistas políticos, homossexuais e ciganos.

Crematório de Auschwitz

Crematório de Auschwitz

Muitos deles, como a Suíça, por exemplo, tiveram algum proveito com o confisco dos bens daqueles mandados para a morte certa nos campos. Tanto que, nos últimos anos têm procurado pagar ínfimas indenizações às famílias ‘saqueadas’. A Igreja Católica Apostólica Romana, através de seu representante maior, o Papa João Paulo II, também tornou público o seu pedido de perdão pelo silêncio diante das atrocidades nazistas, quando a igreja era comandada pelo então Papa Pio XII, suspeito de anti-semitismo.

Ainda hoje causa horror o portão com a célebre frase O trabalho liberta

Ainda hoje causa horror o portão com a célebre frase O trabalho liberta

como chegar - Saindo de Cracóvia, procure por placas que indiquem a direção para Oświęcim – é assim que se escreve Auschwitz em polaco. A cidade tem cerca de 45 mil habitantes e fica a 55 quilômetros a oeste de Cracóvia. Anote o endereço: ulica (rua) Więzniów Oswięcimia, 20. Telefone: (033) 432022.

Foto da época mostra os prisioneiros saindo do banho

Foto da época mostra os prisioneiros saindo do banho

curiosidades – Em 7 de junho de 1979, Auschwitz-Birkenau recebeu a visita do Papa João Paulo II. No mesmo ano, o museu que compreende todo o complexo foi tombado pela Unesco e considerado Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade. Está no Vaticano o processo de canonização do sacerdote polaco Maksymilian Kolbe, morto em Auschwitz depois de se oferecer à pena de morte no lugar de outro prisioneiro, pai de família. O prisioneiro conseguiu sobreviver e ganhou a liberdade em 26 de janeiro de 1945, com a chegada dos soviéticos.

Homenagens aos mortos podem ser vistas em todos os lugares

Homenagens aos mortos podem ser vistas em todos os lugares

Informações – O Museu Nacional de Oświęcim-Brzezinka foi criado em julho de 1947 com o propósito de servir de alerta permanente sobre o potencial de crueldade do ser humano. No campo principal de Auschwitz, pavilhões originais, onde antes eram confinados os prisioneiros, hoje abrigam exposições permanentes de fotos e objetos da época. Estas exposições são mantidas por alguns dos países envolvidos na Segunda Guerra Mundial. Na entrada, o portão com a sarcástica inscrição “Arbeit Macht Frei” (o trabalho liberta) lembra o triste fim de milhões de prisioneiros judeus, enganados pelos alemães com falsas promessas de ‘emprego em terras estrangeiras’.

Oświęcim era um antigo quartel abandonado pelo exército da Polônia. Com a chegada do exército alemão em 39, o complexo e os vilarejos próximos foram tomados e ocupados pelos nazistas. Em 14 de junho de 1940, chegam os primeiros prisioneiros políticos polacos ao Konzentrationslager Auschwitz e começa ali uma das maiores tragédias da humanidade.

Mais do que ver objetos antigos, ler depoimentos de sobreviventes e conhecer melhor a história do lugar, o que atrai em Auschwitz é ter a chance de ‘viver’ aquele ambiente ainda impregnado de todo tipo de sentimento e emoção. Em todos os cantos, pequenas, grandes e permanentes homenagens lembram os mais de 1,5 milhão de mortos naquele que foi o maior dos campos de extermínio nazista em toda a Europa.

Recomenda-se que a visita comece por Auschwitz, usado desde 1940 pelos nazistas, até que foi liberado em janeiro de 45 pelos soviéticos. Primeiramente, o campo serviu para abrigar presos políticos da Polônia, em seguida se transformou em um campo internacional, recebendo prisioneiros de toda Europa ocupada e de países colaboradores do regime alemão, inclusive do Brasil.

A Lufthansa voa diariamente para Varsóvia, na Polônia, com conexão em Frankfurt. Até 25 de abril, a passagem aérea em classe econômica, ida e volta, custa US$ 741 de segunda a quinta-feira e US$ 766, de sexta a domingo. De 26 de abril a 20 de junho, a passagem aérea em classe econômica para Varsóvia, ida e volta, custa US$ 770 de segunda a quinta-feira e US$ 794, de sexta a Domingo. Para mais informações e reservas, basta ligar (11) 3048 5800 e no Rio (21) 3687 5000. Ou pela Internet www.lufthansa.com.br

  
  

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