Auschwitz-Birkenau - Polônia (parte II)

Um filme de 20 minutos mostra a chegada do exército russo ao campo, depois de ter sido abandonado pelos alemães. No rosto dos prisioneiros libertados, não havia expressões de alegria ou alívio. O terror e o sofrimento pareciam ter imprimido na face de cad

  
  

Um filme de 20 minutos mostra a chegada do exército russo ao campo, depois de ter sido abandonado pelos alemães. No rosto dos prisioneiros libertados, não havia expressões de alegria ou alívio. O terror e o sofrimento pareciam ter imprimido na face de cada um a imagem da desesperança e do medo. Eram adultos debilitados pela fome, por doenças e pelo trabalho forçado, além de crianças, a maioria nascidas no campo e usadas em experiências médicas pelo carrasco Joseph Mengele.

Barracões no campo de Birkenau

Barracões no campo de Birkenau

Nos pavilhões, onde se confinavam os prisioneiros, estão expostas montanhas de malas, sapatos, roupas, óculos e escovas das pessoas que chegavam com todos os seus pertences ao campo e que em pouco tempo seriam mortas. De 70 a 75% das pessoas que chegavam a Oświęcim-Brzezinka, iam imediatamente para a morte nas câmaras de gás. O campo de Auschwitz não era classificado como de extermínio, por isso sua câmara de gás e o crematório eram até certo ponto pequenos, se comparados aos de Birkenau.

Alojamentos onde eram confinados os prisioneiros em Birkenau

Alojamentos onde eram confinados os prisioneiros em Birkenau

Uma das salas mais impressionantes é a que guarda os fios de cabelo das pessoas assassinadas em Auschwitz. Mas a quantidade de cabelo exposta é infinitamente menor ao número de prisioneiros, isso porque os nazistas aproveitavam esse material e o vendiam para a indústria têxtil alemã. Cabelos de prisioneiros foram transformados em tecidos durante a Segunda Guerra. Parte deste material foi usado na confecção de sacos que eram recheados com palha e serviam de ‘colchão’ para os prisioneiros do campo.

Milhares de óculos dos que morreram em Auschwitz

Milhares de óculos dos que morreram em Auschwitz

Nos corredores dos pavilhões, fotografias das pessoas que estiveram presas em Auschwitz. Embaixo de cada retrato, o nome e a profissão das pessoas, a data de entrada e de morte de cada uma delas. Os registros mostram a forma cruel com que as pessoas eram tratadas. Aquelas que não eram condenadas à morte nas câmaras de gás morriam de fome, devido ao trabalho exaustivo e às más condições sanitárias ou simplesmente porque sua presença irritava um mal-humorado soldado nazista.

Paredão de fuzilamento no Pavilhão 9

Paredão de fuzilamento no Pavilhão 9

No bloco usado pelos alemães para as experiências médicas estão fotografias de pessoas submetidas aos testes. Mulheres que chegaram ao campo com peso entre 60 e 70 quilos e tempos depois pesavam menos de 30 quilos, estavam estéreis e com seqüelas físicas e psíquicas irreversíveis. Mesmo sob um regime de segurança máxima, alguns prisioneiros obtiveram sucesso em fugas espetaculares. A história deles também pode ser vista nos arquivos do campo. São alguns poucos momentos de alegria em meio a tanto horror.

Vista da torre de observação do campo de Birkenau

Vista da torre de observação do campo de Birkenau

O crematório de Auschwitz está localizado fora do alambrado principal e preserva todas as suas estruturas, apenas os fornos, onde até três cadáveres eram queimados por vez para se ‘otimizar’ o trabalho, foram reconstruídos, mas com peças originais. Uma das salas do crematório, que antes servia para o depósito de cadáveres a serem incinerados, foi usada entre 41 e 42 provisoriamente como uma pequena câmara de gás, onde as pessoas eram mortas com o Zyklon B. Quase em frente, está o patíbulo da forca onde foi executado o primeiro comandante do campo, Rudolf Höss, em 16 de abril de 1947 – e é mantido como um troféu que lembra a vitória sobre as atrocidades nazistas.

Há três quilômetros, Birkenau conserva ainda poucos barracões em madeira e outros de tijolos que conseguiram escapar do fogo espalhado pelos alemães durante a sua fuga. Escombros de quatro câmeras de gás também foram mantidas como os alemães as deixaram depois de tentarem dinamitá-las. A torre de controle e os trilhos por onde chegavam os vagões repletos de judeus dão ao lugar um ar ainda mais triste, como se tudo ali tivesse sido abandonado há poucos dias. No fim dos trilhos, um imenso monumento homenageia os mortos no campo. O tamanho do campo também impressiona: 175 hectares. Caminhando pelas ruínas, pudemos rever a história, imaginar o sofrimento das pessoas exterminadas.

reflexão - Conhecer um lugar como Auschwitz não deve servir apenas para a simples observação de objetos dispostos para a admiração como em um museu, mas para se refletir sobre a capacidade do ser humano na sua autodestruição elaborada, fria, covarde e massiva. Guerras, epidemias e a violência diária já mataram sozinhas muito mais que seis milhões de pessoas, como informam os registros sobre o Holocausto. Mas, o ódio concentrado desde antes de Cristo sobre o povo judeu e o consentimento de uma nação iludida por promessas imediatistas vociferadas por um líder vaidoso e megalomaníaco deixaram expostos os limites de intolerância do homem com o seu próximo. Mas, não apenas judeus morreram nos campos de extermínio, milhares de polacos, eslavos, tchecos russos, húngaros, gregos e alemães provaram deste mesmo ódio.

visitas: o museu é aberto diariamente para a visitação, permanecendo fechado apenas nos dias 1 de janeiro, 25 de dezembro e no domingo de Páscoa. O horário de encerramento varia entre as 15h no inverno e 19h no verão. Aproveite, as visitas são gratuitas.

Mais informações sobre a cidade de Oświęcim podem ser obtidas através do site www.um.oswiecim.pl .

A Lufthansa voa diariamente para Varsóvia, na Polônia, com conexão em Frankfurt. Até 25 de abril, a passagem aérea em classe econômica, ida e volta, custa US$ 741 de segunda a quinta-feira e US$ 766, de sexta a domingo. De 26 de abril a 20 de junho, a passagem aérea em classe econômica para Varsóvia, ida e volta, custa US$ 770 de segunda a quinta-feira e US$ 794, de sexta a Domingo. Para mais informações e reservas, basta ligar (11) 3048 5800 e no Rio (21) 3687 5000. Ou pela Internet www.lufthansa.com.br

  
  

Publicado por em

David

David

16/05/2010 01:47:59
quero conhecer Auschwitz II-Birkenau - alguém me ajuda - sou do brasil

David

David

16/05/2010 00:58:25
quero conhecer a polônia - estou viajando p/ europa agora em junho - alguém me ajuda?