Breendonk - Bélgica

informações - A cidade nem aparece na maioria dos mapas e você talvez também não saberá dela se perguntar nos postos de informações turísticas de Bruxelas. Mas Breendonk guarda um paradoxo tesouro histórico da Segunda Guerra Mundial: um campo de concentra

  
  

informações - A cidade nem aparece na maioria dos mapas e você talvez também não saberá dela se perguntar nos postos de informações turísticas de Bruxelas. Mas Breendonk guarda um paradoxo tesouro histórico da Segunda Guerra Mundial: um campo de concentração nazista. A visita é imperdível.

Entrada do campo de concentração

Entrada do campo de concentração

como chegar - Siga pela rodovia A12 saindo de Bruxelas em direção à Antuérpia. O campo de concentração fica às margens da estrada a pouco mais de 20 quilômetros da capital da Bélgica.
o que ver - Desde a entrada, o prédio impressiona. Entre setembro de 1940 e agosto de 1944, o lugar serviu de campo de concentração nazista e hoje é um memorial nacional. A construção se estendeu desde 1906 a 1914. O lugar também já foi um forte e uma prisão belga.
Os locais onde os prisioneiros viveram estão mantidos tal como estavam em 1914. Somente os que não têm interesse histórico foram transformados em museu, relicário e sala de meditação. Em algumas paredes, o visitante encontra reproduzidos testemunhos de prisioneiros em francês, flamengo, inglês e alemão.

Caixões encontrados depois da saída dos alemães

Caixões encontrados depois da saída dos alemães

A iluminação é precária, o que aumenta o clima de tristeza do lugar. Algumas celas estão abertas à visitação. Em algumas celas é possível observar espécies de algemas para prender os pés dos prisioneiros. No mesmo corredor, estão alguns dormitórios. Até 48 pessoas dormiam e se alimentavam nesses quartos. As camas eram triliches, perto da janela existem ainda as mesas, as cadeiras e os pratos usados pelos judeus para se alimentar. Do lado de fora do dormitório está exposto o testemunho de um deles: “Nós acordávamos às quatro da madrugada, tínhamos de arrumar as camas com perfeição, quem não conseguia chegava a ser morto”. A rotina incluía o café da manhã às 5h, em que eram servidos café e pão, uma sopa de almoço e mais café e pão no jantar. Todos tinham de dormir às 20h.

Homenagem aos mortos no campo de Breendonk

Homenagem aos mortos no campo de Breendonk

Um pouco à frente, numa sala à esquerda alguns caixões estão em exposição. Desconhece-se o número exato de mortos. Existem listas parciais que apontam 32 enforcamentos, 98 mortos por maus tratos, 240 fuzilados e 1472 detidos que morreram em outros campos após a transferência de Breendonk.

Página da Bíblia em hebraico encontrada num monte de cinzas humanas

Página da Bíblia em hebraico encontrada num monte de cinzas humanas

Seguindo o caminho sugerido, à esquerda está uma antiga sala de tortura equipada em outubro de 1942 e onde eram feitos os interrogatórios. Na sala estão objetos usados pelos nazistas como barras de madeiras e pedaços de ferro. Para chegar ao local, é necessário seguir por um sinuoso caminho. O local ainda guarda uma carga forte de energia. Segundo documentos, a sala foi maquiada pelos nazistas antes da partida deles, mas reconstruída graças a marcas encontradas no local e a testemunhos de ex-detidos e ex-comandantes da SS.

Cinzas de judeus mortos em vários campos de concentração

Cinzas de judeus mortos em vários campos de concentração

Outro local que impressiona é a praça de execuções, que fica na parte de trás do campo. Os postes onde os judeus eram fuzilados e a forca foram reconstruídos. No paredão ao lado, encontram-se os nomes e as idades de todos os mortos no local. Os mais jovens eram dois rapazes de 18 anos e o executado mais idoso tinha 62 anos. Pode-se encontrar um buquê de flores amarelas próximo à forca. A homenagem aos mortos é um dos poucos momentos onde o cinza do lugar é quebrado por um pouco de cor.

Pelo que pudemos observar, o objetivo principal deste campo não era o extermínio de judeus, mas sim mantê-los presos e fazê-los trabalhar. Antes dos nazistas chegarem, o antigo forte era todo recoberto de terra. Durante os quatro anos em que o local serviu como campo de concentração, os judeus retiraram entre 250 e 300 mil toneladas de terra que cobria o prédio e as transportaram para fora do campo.

No lado de fora, um vagão está exposição. Ele foi doado por uma empresa de transporte ferroviário. O pequeno vagão é o mesmo em que eram transportados até os campos de concentração entre 60 e 100 pessoas em pé sem comida, água, luz e com pouquíssimo ar.

Curiosidade - O memorial guarda ainda uma sala chamada de relicário. Nela estão urnas funerárias com cinzas colhidas de todos os grandes campos nazistas e também um fragmento de uma Bíblia em pergaminho usada para a leitura nas sinagogas, encontrado em um monte de cinzas humanas em Auschiwitz-Birkenau. A visita termina na sala de meditação, um local onde muitos utilizam para rezar. Uma lâmpada, continuamente acesa, foi oferecida pela Associação dos Sobreviventes de Breendonk, em memória dos desaparecidos.

quanto custa - Adultos pagam 3 euros. Crianças e estudantes têm preços especiais. Idosos, sobreviventes de campos de concentração e presos políticos não pagam. Na entrada o visitante recebe um folheto com todas as informações do local. Pela primeira vez até agora conseguimos um material em português. A visita não é acompanhada por guias.

A Lufthansa voa diariamente para Bruxelas, na Bélgica, com conexão em Frankfurt. Até 25 de abril, a passagem aérea em classe econômica, ida e volta, custa US$ 827 de segunda a quinta-feira e US$ 856, de sexta a domingo. Para mais informações e reservas, basta ligar (11) 3048 5800 e no Rio (21) 3687 5000. Ou pela Internet www.lufthansa.com.br

  
  

Publicado por em

Marta rodrigues

Marta rodrigues

01/05/2009 19:10:07
Mais impressionante que estas imagens é vê-las em pessoa. Visitei este campo e sai de lá extremamente impressionada. Não quero imaginar sequer o que será ver Auschiwitz.