Cracóvia - Polônia

informações – A cidade que por quase seis séculos foi a capital polaca é hoje essencialmente estudantil. Milhares de jovens de todo a Polônia e de outros países, incluindo o Brasil, vêm estudar na cidade que abriga a sexta universidade mais antiga do mund

  
  

informações – A cidade que por quase seis séculos foi a capital polaca é hoje essencialmente estudantil. Milhares de jovens de todo a Polônia e de outros países, incluindo o Brasil, vêm estudar na cidade que abriga a sexta universidade mais antiga do mundo. Cracóvia escapou da destruição da Segunda Guerra Mundial.

Violino feito em âmbar que pode ser encontrado no Rynek

Violino feito em âmbar que pode ser encontrado no Rynek

o que ver – A visita a Cracóvia pode começar pelo Rynek (praça do mercado) tombado pela Unesco como Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade. Diz-se que é a maior praça da Europa. O lugar realmente é bastante grande e durante o dia é tomado por barracas com flores, artesanato e deliciosas comidas. Nos arredores, existem dezenas de cafés charmosos e restaurantes. A praça abriga ainda a Torre da Prefeitura, uma relíquia da antiga sede municipal, estátuas e o Sukiennice, um prédio que lembra a época medieval. O lugar é encantador, em 1875 passou por uma reforma completa que lhe deu uma aparência veneziana. No interior, uma infinidade de produtos que fazem a alegria dos visitantes de Cracóvia, como bonecas e roupas típicas, rendas, jóias de âmbar e trabalhos em madeira.

Igreja de Santa Maria, com as torres diferentes

Igreja de Santa Maria, com as torres diferentes

Na parte leste da praça fica a igreja de Santa Maria, com suas duas torres góticas. Conta a lenda que a construção das torres foi fruto de uma aposta entre dois príncipes irmãos. Venceria quem conseguisse erguer a mais alta. Um deles venceu, é óbvio, embora hoje já nem se saiba exato quem foi. Outra lenda circunda as torres. Conta-se que durante uma invasão, um tocador de clarinete foi até uma das janelas da torre cumprir o seu dever, o de alertar os soldados sobre o perigo próximo. Enquanto ele tocava, levou uma flechada certeira no pescoço e morreu. Até hoje, a cada hora cheia, um tocador de clarinete aparece nas pequenas janelas da torre e toca o instrumento na direção dos quatro pontos cardeais. Mas o toque é interrompido bruscamente, simbolizando o momento exato que o outro homem, há séculos, foi atingido pelo inimigo. Vale a pena observar... Quem ouvir a música, ainda pode comprar um certificado por isso.

Castelo de Wawel, antiga casa da monarquia

Castelo de Wawel, antiga casa da monarquia

O Castelo Real, no Monte Wawel, vale uma visita com tempo. Construído na primeira metade do século 16, o castelo entrou em decadência depois que a Corte se mudou para Varsóvia. No século 19, o lugar foi utilizado para abrigar um pelotão austríaco e no século 20, a prefeitura assumiu-o novamente e iniciou as obras de restauração. É possível visitar os aposentos reais, a Sala do Arsenal e Tesouro da Coroa e a coleção Oriente no Wawel. Nos porões do castelo, existem as ruínas de uma antiga igreja (no domingo a entrada é gratuita). A catedral de Cracóvia também fica no monte e abriga os túmulos de reis polacos. O seu interior é belíssimo. A lâmina de ouro que revestia uma das cúpulas da catedral foi saqueada pelas tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. Por isso hoje, uma continua com o revestimento original em ouro e a outra não.

Cemitério judaico no bairro Kazimierz

Cemitério judaico no bairro Kazimierz

No Museu Czartoryski, veja obras de Leonardo da Vinci (Dama com um Arminho) e de Rembrandt (Paisagem com o Bom Samaritano). Essas obras fazem parte da coleção reunida pela princesa Isabela Czartoryska.

Interior de um dos deliciosos restaurantes da cidade

Interior de um dos deliciosos restaurantes da cidade

O Kazimierz (bairro judeu) foi criado no final do século 15 e abrigou no início da Segunda Guerra Mundial 70 mil judeus, que foram transferidos para o outro lado do rio Vístula pelos nazistas e confinados num gueto até que fossem levados para os campos de concentração e extermínio. O bairro hoje começa a ser restaurado pelos moradores, depois da queda do regime comunista. No Kazimierz fica a Velha Sinagoga, recuperada depois da guerra e que hoje abriga o Museu Judaico. Na região, existe também um cemitério judaico que mais parece um amontoado de lápides abandonadas. A falta de espaço fez com que os túmulos abrigassem até três ou quatro corpos.

curiosidade – Se você estiver visitando Cracóvia no início de novembro, não deixe de fazer uma visita à Igreja de São Casimiro no centro da cidade. No dia de finados (01 de novembro, na Polônia) são abertos à visitação os porões da igreja. A cena é surpreendente. O lugar serve de cemitério, só que não existem túmulos. Dezenas de corpos, na maioria de nobres e sacerdotes polacos, estão dispostos no chão há mais de dois ou três séculos e intactos. Diz-se que o micro-clima do porão é o responsável por evitar a decomposição dos corpos. É bom conferir.

não perca – Aproveite os dias mais quentes para caminhar pelas margens do Rio Vístula, a paisagem é encantadora com o Monte Wawel ao fundo.

à noite – Cracóvia à noite é um agito só, mesmo durante o inverno. Existem dezenas de restaurante e mais 300 bares só no centro da cidade. São lugares incríveis, muitos deles ficam nos porões. Não deixe de conhecê-los. Se quiser provar a bebida que os polacos gostam muito, peça cerveja com calda de fruta. Você vai receber uma caneca imensa de chopp e um simpático canudinho.

Se der saudade de uma comidinha brasileira, vá até o Restaurante Ipanema. O restaurante não é muito caro e os pratos são saborosos. Mas ao pedir uma porção de feijão preto, não espere que ela venha com aquele caldo gostoso encontrado em qualquer botequim no Brasil. A porção vem extra-seca, mesmo assim vale a pena.

transporte – O sistema de tram (bonde) oferece vários itinerários que facilitam o deslocamento do turista. Assim como na maioria das cidades européias, não há cobradores nos trans. Compre seu bilhete antes de embarcar. Geralmente os tickets são vendidos em barraquinhas de revistas localizadas próximas ao ponto. É melhor não dar sorte ao azar, a fiscalização existe e quem for pego andando de tram sem pagar a tarifa pode parar na delegacia.

trânsito – Em Cracóvia, o trânsito é bastante tumultuado e os motoristas não demonstram muita paciência. O tráfego de caminhões pesado dentro da cidade também atrapalha o fluxo. Mas tendo atenção você não terá problema algum. Isso não só em Cracóvia, mas em qualquer lugar do mundo, não é?.

Além de todas as atrações que a cidade oferece, partindo de Cracóvia é possível conhecer lugares impressionantes seja pelo valor histórico ou pela beleza como os campos de concentração de Auschwitz-Birkenau e as minas de sal de Wieliczka (veja em Dicas de Viagem).

A Lufthansa voa diariamente para Varsóvia, na Polônia, com conexão em Frankfurt. Até 25 de abril, a passagem aérea em classe econômica, ida e volta, custa US$ 741 de segunda a quinta-feira e US$ 766, de sexta a domingo. De 26 de abril a 20 de junho, a passagem aérea em classe econômica para Varsóvia, ida e volta, custa US$ 770 de segunda a quinta-feira e US$ 794, de sexta a Domingo. Para mais informações e reservas, basta ligar (11) 3048 5800 e no Rio (21) 3687 5000. Ou pela Internet www.lufthansa.com.br

  
  

Publicado por em

Renato Spagnol

Renato Spagnol

26/7/2010 10:53:25
Tenho viagem marcada para Cracovia dia 10 de agosto, gostaria de saber se alguem pode me dar dicas de lugares da cidade que sejam interessantes, apesar que a cidade por si sò é muito interessante. Obrigado

Rubia

Rubia

28/1/2010 16:50:45
vale a pena conferir..um lugar tão bonito e tão cheio de histórias..Eu to indoo

MMoraes

MMoraes

18/1/2010 22:42:31
Gostei do post, apesar de ter sido postado em 2003... Estou preparando minha viagem ao leste Europeu e ultimamente devorando todo tipo de literatura que encontro sobre a região...

Neto

Neto

9/10/2009 09:48:45
Muito lindo esse lugar, vou ainda para fazer um estudo e pequisar sobre seus guetos da Segunda Gerra e também me divertir.