De Curitiba a Florianópolis

Esses dois últimos dias foram longos e difíceis, mas muito gostosos. Agora estamos em três ciclistas e isso ajuda um pouco, pois o rodízio de quem vai à frente é dividido por três com mais tempo de descanso para cada um. Além, disso a companhia do Assis f

  
  

Esses dois últimos dias foram longos e difíceis, mas muito gostosos. Agora estamos em três ciclistas e isso ajuda um pouco, pois o rodízio de quem vai à frente é dividido por três com mais tempo de descanso para cada um. Além, disso a companhia do Assis foi super bem vinda.

No caminho, as peculiaridades das cidadelas do sul

A saída de Curitiba foi tensa como estão sendo todos os trechos dentro de cidades grandes. Depois disso a estrada estava boa e seguimos com relativa facilidade até a descida da serra. Muitas subidas e descidas, mas nada muito difícil. Veio então a descida para o litoral e pudemos curtir 25 quilômetros de muita velocidade e adrenalina. A média horária na descida foi de 66 km/hora!

Kubi, finalmente conseguindo degustar seu chimarrão tão esperado!

Apesar de nada de errado ter ocorrido sabíamos que um pneu furado nesta velocidade poderia significar um acidente muito sério.Depois de dias sendo os veículos mais lentos da estrada finalmente estávamos ultrapassando os caminhões mais lentos.
Este dia foi extremamente longo, acabamos fazendo 185 km, a mais longa distância de bike da minha vida. Mesmo nos treinos mais longos na Rodovia dos Bandeirantes não fizemos mais do que 180km.

Finalmente Floripa aí vamos nós...

Dormimos em Barra Velha, uma pequena cidade de praia no litoral de Santa Catarina em um bom hotel como premio pela longa jornada do dia.

À noite testei pela primeira vez o nosso telefone por satélite Globalstar falando com a Celina e ele funcionou perfeitamente. Ele será muito importante na Lagoa dos Patos para podermos nos comunicar com o carro de apoio para combinar o encontro para pegar mais mantimentos. Também é de importância fundamental para nossa segurança em caso de emergência, pois não há outro meio de comunicação no lado leste da lagoa.

No dia seguinte seguimos por mais 150 km até Florianópolis onde ficamos na casa de um outro amigo, o Clovis que se mudou para cá há seis meses vindo de São Paulo.
Desde o começo do dia pegamos chuva, e o que é pior, a previsão é de chuva até Porto Alegre. Apesar disso o dia foi tranqüilo com estrada plana e vento, pela primeira vez, a favor.

A chegada em Florianópolis foi muito emocionante para mim já que passei muitas férias aqui na minha adolescência quando meu pai morava aqui. Apesar de muito ter mudado nesses anos ainda reconheço muito dos lugares na cidade e passar ao lado da Ponte Ercílio Luz foi um premio após dois dias de pedal forte.
E, nesta nossa aventura, vencer cada etapa é o maior dos prêmios!

  
  

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