Sumiço de Sumidouros

Conversamos com o Dr.Almir e ele nos fala sobre um semi-sumidouro - Maeda diz ao fundo que nao existe semi-sumidouro, aquilo era um estreitamento monstruoso!

  
  

Hello There.

Ufa. Hoje vai ser rapido mesmo. Nao como ontem, que seria e acabou nao sendo. E pra provar, nao vou nem pensar. Peguei a moleskine no carro e seguirei apenas suas anotacoes como referência.

Quem nao quer esperar e estiver sedento por fotos do dia, vá direto para fotos. Desculpem mas não as estou separando por dia. Comecem de baixo pra cima. :)


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nota do autor: estou no segundo dia de viagem. A saudade de minha esposa e filha só aumentam. Parece uma grande bobagem, que foram apenas dois dias até agora. No entanto, acho que deve ter algo relacionado à distância. Atualmente, 1.700 KM nos separam.

nota mental: lembrar que se você trabalha com tecnologia, usar notebook, celular, net e coisas do tipo durante suas férias, pode não ser uma coisa muito legal.
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Dormimos bem em São Gabriel. O maior barulho que se escutava eram as tritinas dos grilos . Acordamos as 05:60, mostrei as atualizações do site pro Maeda e depois fomos para o café.

Barriga cheia, o Maeda voltou ao quarto para levantar acampamento enquanto eu pagava o hotel. Neste meio tempo, aproveitei para atualizar a planilha de gastos da expedição. O Maeda iniciou uma pequena conversação com o funcionário do hotel que tomava conta da portaria. Saimos de la por volta das 07:15AM (nota mental: 07AM no MS é como 08:30 em S.Paulo. O sol ja estava bastante alto e a luz para as fotos era ruim).

Expedição Madeira

Aproveitei o caminho de São Gabriel até Coxim para tirar fotos das infinitas plantações de grãos, usando o fim do primeiro sol matinal. Peguei a moleskine e com ajuda do Nokia GPS, atualizei informações sobre odometro, latitude, longitude e altura em relação ao nivel do mar. Durante o trajeto passamos por uma fazenda de Avestruzes. Bichinho bonitinho mas que de perto dá um certo receio. Nao é como uma vaca que se você grita ela se assusta e sai. O Avestruz é como se fosse um cientista ávido por conhecimento. Ele te testa. Cheguei perto de um e logo ele veio tentar bicar minha cabeça. Dei um grito na tentativa de faze-lo se assustar. Que nada. Isto apenas o instigou a chegar ainda mais perto, me intimidando. E conseguiu. Eu é que não vou medir forças com um animal que tem pata de dinossauro. Depois deste tão caloroso embate, fomos à lojinha da fazenda, especializada em vender artigos feitos couro de Avestruz (Ha! Perdeu a guerra). Itens de excelente qualidade mas com preços bastante caros. Nao sei qual a média mas ali, uma bota de couro de avestruz era vendida por R$ 650,00.

Continuamos a viagem, em direção à Coxim. Quando chegamos lá, fomos direto para perto do rio, iniciar uma sessao de fotos. Lá conhecemos uma ribeirinha, Dona Marli, uma senhora de extrema inteligência e cheia de histórias para contar. Tiramos algumas fotos, gravamos umas conversas e partimos para nosso destino especial do dia: a cidade de Sonora.

Sonora é basicamente construída ao redor de uma grande industria de cana, que inclusive batizou a cidade. O clima é aprazível e as pessoas muito amigáveis. No entanto, isso não foi suficiente para nos levar à nosso destino: fotografar o sumidouro do rio Correntes. Depois de horas de indas e vindas, informações desencontradas e um NÃO extremamente Sonoro enviado pelo segurança da Usina, desistimos de continuar a busca ao sumidouro. Ja havíamos perdido mais de 2,5 horas ali e nosso cronograma gritava por socorro.

Foi dificil convencer o Maeda (eu já disse que ele é teimoso como uma porca manca???) mas enfim partimos para Rondonopólis. No meio do caminho, conversamos com o Dr.Almir (conhecido como marido de minha irmã) e ele nos fala sobre um semi-sumidouto --Maeda diz ao fundo que nao existe semi-sumidouro, aquilo era um estreitamento monstruoso-- que existe no rio Itiquira e é bastante famoso por aqui. Huuummm... Pra encurtar a história e não voltar neste assunto: conseguimos chegar lá. O lugar não é exatamente o que se pode chamar de agradável.

Bom, saímos de Itiquira (a cidade tem o mesmo nome do rio ou vice-versa) e seguimos em direção à Rondonopólis. Chegamos aqui tarde, cerca de 15:30. Almoçamos, fomos dar uma volta na cidade (que por sinal cresceu em demasia nos ultimos 15 anos) e então dar uma pescada no famoso rio que corta a cidade (Rio Vermelho).

Infelizmente, hoje não foi o que se pode chamar de um dia produtivo. Tivemos algumas mazelas e rodamos muito pouco. O que realmente valeu a pena foi rever minha irmã, as sobrinhas bia, carol, amanda, augusto (opa! esse é sobrinho) e claro, minha cunhadA Almir. :)

Amanhã precisaremos acelerar e ser mais profissionais. Não há mais tempo a perder. Para colocar o cronograma em dia, só viajando mais de 1.000 km para chegarmos até Porto-Velho (Rondonia). Com um pouco de sorte poderemos embarcar para Manaus na terça-feira.

Até aqui as estradas do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso estão excelentes. Meu receio é o que nos espera a partir de Cuiabá. Alem disso, ainda há a situação de cheia no Amazonas e Pará. Estamos torcendo para as chuvas cessarem antes de chegarmos la.

PS: o Mato Grosso é um estado cheio de belezas e curiosidades. Nossa piada em particular é em relação às Emas. Por aqui elas pastam como bois. Já viram um pasto cheio de Emas correndo soltas por aí?? Pois é. Só parece brincadeira. o Negocio é real. Aqui as Emas são como os inúmeros pássaros que vemos nos campos de São Paulo. Só que do tamanho de um pequeno dinossauro. :)

Cronograma de amanhã, 04/05
- Acordar 03:30 AM e chegar à Porto-Velho

Este post foi feito ao som de Foxboro Hottubs -Stop Drop and Roll

  
  

Publicado por em

João Fernandes Maeda

João Fernandes Maeda

3/5/2009 23:08:26
Otimo, estou acompanhando diariamente essa aventura entendo bem essa situação de não cumprir o que é planejado ..mas força ai