Serra das Capivaras – Lençóis Maranhenses

De 7 a 12 de janeiro. Por ser um período tipicamente chuvoso, os meses entre setembro e março são chamados de inverno por aqui. As chuvas caem abundantes em alguns lugares e amenizam o calor muitas vezes infernal. Mas este ano e o ano passado têm sido

  
  

De 7 a 12 de janeiro.

Por ser um período tipicamente chuvoso, os meses entre setembro e março são chamados de inverno por aqui. As chuvas caem abundantes em alguns lugares e amenizam o calor muitas vezes infernal. Mas este ano e o ano passado têm sido diferente. Aqui no Maranhão, por exemplo, não chove desde julho e, a cada bate papo que temos com moradores locais, este é exatamente o maior desejo do povo: chuva. E uma chuva daquelas de deixar Sampa debaixo d´água.

Ontem, aqui de Tutóia, eu assistia o telejornal anunciar as catástrofes em Petrópolis, no Rio. Nada mais contrastante com o que temos visto nos últimos dias. Na face sofrida do povo, nas plantações que não florescem, no gado magro e desesperado, nos olhos esperançosos e nas orações perdidas em cada vela acesa ou modesta igreja que cruzamos pelo caminho, a falta d´água está por todos os cantos.

Viemos rasgando a caatinga verde e espinhosa do sertão do Piauí, saindo da Serra da Capivara, rumo à Capital do Reggae Brasileira, São Luís do Maranhão. Estradas asfaltadas e em bom estado contrastaram com as trilhas arenosas para se chegar de Barreirina à Tutóia. Muitas vezes achávamos que não conseguiríamos e andamos 150 km com tração nas 4 rodas. Mas, depois de muita areia e poeira, cá estamos em Tutóia, com as malas prontas para pegar mais uma vez a estrada, rumo à tão esperada Jericoacoara.

Barreirinhas

  
  

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