PN das Emas - GO

Não é exagero dizer que o PN das Emas é um Zoológico a céu aberto, basta andar ou dirigir por algumas trilhas que cortam o interior do parque e você vai comprovar esta afirmação.

  
  

Não é exagero dizer que o PN das Emas é um Zoológico a céu aberto, basta andar ou dirigir por algumas trilhas que cortam o interior do parque e você vai comprovar esta afirmação. São muitas as espécies, entre elas araras, tucanos, veados, tamanduás, seriemas, gambás, cachorros-do-mato e é claro, as emas, que dão nome ao parque.

As emas, que dão nome ao parque

As emas, que dão nome ao parque
Foto: Eduardo Issa

Alguns animais ameaçados de extinção como o lobo-guará, tatu-canastra e a famosa onça-pintada também perambulam pelos arredores, vai depender da sua sorte. A quantidade e a variedade de pássaros impressionam, atualmente muitos observadores (bird-watchers) tem procurado a região para pesquisas.

Veado campeiro

Veado campeiro
Foto: Eduardo Issa

O cerrado é a vegetação predominante mas o parque também apresenta matas de galeria, como a trilha do Jacuba, campos úmidos, por onde passeiam os tamanduás-bandeira, e outras formações como as veredas de buriti, que margeiam o Rio Formoso. As trilhas podem ser percorridas de carro, algumas a pé, mas todas de fácil acesso. O barulho do motor dos veículos costuma afugentar os animais mais ariscos, portanto ao avistar um animal desligue o motor e faça a aproximação caminhando, assim você poderá observar ou tirar fotos melhores sem interferir no bem estar dos bichos.

Paisagem do Cerrado

Paisagem do Cerrado
Foto: Eduardo Issa

Uma boa dica: o tamanduá não enxerga nem ouve muito bem, em compensação seu faro é apuradíssimo, caso veja algum, siga silenciosamente contra o vento, em direção a ele, desta forma você poderá ficar a poucos metros do bicho sem que ele sinta sua presença. A lagoa da Capivara vale a visita, fique atento às marcações da estrada para chegar até ela. As águas do Rio Formoso deságuam na lagoa e são límpidas, cristalinas e também abrigam cobras como a enorme sucuri, vai arriscar um mergulho ?!

As águas límpidas do Rio Formoso

As águas límpidas do Rio Formoso
Foto: Eduardo Issa

Outra grande atração do Emas são os cupins bioluminescentes, fenômeno que acontece entre os meses de dezembro a março. Pequenas larvas de vaga-lumes se tornam luminosos para atrair pequenos insetos e devorá-los. São centenas de cupinzeiros espalhados pela vegetação e que além dos cupins hospedam outras espécies como corujas, cobras e tatus.

Motorhome sob a luz do entardecer

Motorhome sob a luz do entardecer
Foto: Eduardo Issa

“Combater o fogo com incêndio”, parece estranho mas o “aceiro”, programado e realizado todos os anos nos meses de julho e agosto, época em que a vegetação está mais seca, consiste em queimar uma faixa de 40 a 60 metros ao lado da estrada para evitar que o fogo se alastre. Esta ação tem dado resultado e desde que foi iniciada grandes incêndios como o que ocorreu em 1994, onde quase 90 % do parque foi queimado, não foram mais registrados. Não se preocupe, pois a recuperação destas faixas queimadas é rápida, pois as árvores do cerrado tem uma camada protetora em seu tronco que não permite que o fogo atinja seu interior, crescendo novamente em pouco tempo.

O acesso ao parque pode ser feito pelos municípios de Mineiros ou por Chapadão do Céu, vai depender de qual estado você chega. As duas cidades contam com pousadas e hotéis que servem como base para quem quer conhecer Emas. Para sua visita leve repelente, chapéu e protetor solar, filmes a vontade e procure caminhar de calça cumprida e bota para sua segurança e não se esqueça que o estranho aqui é você, respeite o espaço dos animais, eles agradecem.

O Edmar, guia local muito experiente, além de conhecer bem os pontos interessantes sabe os horários e os locais onde encontrar certos bichos e leva os turistas interessados. Não é permitido andar pelo parque sem acompanhamento de um guia, informe-se pelo telefone da unidade.

Após registrar todos os parques da região sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) começo a subir e visitar paisagens bem diferentes das vistas anteriores. É claro que o Mato Grosso do sul, onde estão Bodoquena e Pantanal é uma exceção. Estou em Guaratinguetá, minha cidade natal onde faço uma parada de uma semana para ver a família e fazer a manutenção no veículo.

A partir daqui, de acordo com o meu roteiro, farei os parques de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e depois sigo para o nordeste e norte. Devo ir a Abrolhos nesta próxima etapa, antes do tempo previsto, para documentar as baleias que estão por lá somente nesta época.

Abraço a todos que acompanham este projeto.
eduphoto@hotmail.com

Seguindo para o PN Serra da Bocaina.

  
  

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