PN do Descobrimento - BA

Situado no extremo sul da Bahia, o PN do Descobrimento consiste numa das últimas áreas remanescentes de Mata Atlântica desta região.

  
  

Situado no extremo sul da Bahia, o PN do Descobrimento consiste numa das últimas áreas remanescentes de Mata Atlântica desta região. A criação do parque é recente, 20 de abril de 1999, o que permitiu que madeireiros e caçadores atuassem nestas áreas por muito tempo, causando danos irreparáveis. FELIZMENTE, uma grande mancha verde de florestas ainda permanece intacta por aqui, possibilitando a preservação da grande biodiversidade encontrada na Mata Atlântica que, em todo o Brasil, INFELIZMENTE, restam apenas 7,5 por cento de sua cobertura original.

A bela mata nativa

A bela mata nativa
Foto: Eduardo Issa

O parque integra hoje o Sítio do Patrimônio Mundial Natural da Costa do Descobrimento, e também é considerado Reserva da Biosfera. Caminhando dentro dele, por trilhas abertas por antigos exploradores de madeira, você entra em contato com as mudanças e transformações que a mata sofre como, por exemplo, árvores gigantescas caídas e que aos poucos apodrecem, vão se transformando em matéria orgânica e posteriormente em terra. Observando ainda mais perto é possível ver um besouro, que transforma troncos rígidos em pó numa velocidade assustadora.

Os imensos troncos caídos chegam a obstruir o caminho

Os imensos troncos caídos chegam a obstruir o caminho
Foto: Eduardo Issa

Falando em árvores, são juaramas, jacarandás, parajús e muitas outras espécies imponentes. Os lagartos, com o sol do meio-dia, permanecem na estrada, dando uma de jacaré, esquentando o corpo, mas qualquer pequeno barulho eles saem em disparada, tocando as patas levemente no solo, mas com extrema rapidez, se metem dentro da mata. Na verdade eu senti que os animais que estão no parque são ariscos e assustados, reflexo da atuação dos implacáveis caçadores.

Árvore secular da imponente flora local

Árvore secular da imponente flora local
Foto: Eduardo Issa

Pude observar muitas pegadas pelas trilhas – antas, cotias e pacas passeiam por aqui, mas registrar imagens destes bichos, atualmente, ainda é uma tarefa difícil. Circulei de carro, a pé, de moto, amanhecer, entardecer, de noite, fiquei parado... Foram quatro dias de busca e só observei um mutum (ave) passando muito rápido, um tucano cruzando o céu, alguns lagartos e uma ave rara, que preciso consultar para dizer o que é. Há registros da onça-pintada, onça-parda, catitu, o veado-corça e muitas outras espécies que já foram vistas por funcionários do parque, é claro que vai depender muito da sorte do visitante. A situação tende a mudar, pois há três anos que pessoas só passam por aqui para olhar, e os bichos vão sentir esta diferença em breve.

Em função da caça, registrar os animais tornou-se uma tarefa difícil

Em função da caça, registrar os animais tornou-se uma tarefa difícil
Foto: Eduardo Issa

O acesso ao parque é feito pela BR 101, até a cidade de Itamaraju. Depois, siga pela rodovia BA-001 com destino a Prado. Percorrendo mais 22 quilômetros, chega-se à portaria principal. Uma estrada, a única transitável, cruza o parque nos dois extremos, com destino à pequena Vila de Cumuruxatiba, que, futuramente, será uma viagem imperdível, percorrendo uma bela estrada-parque.

Em breve, esse belo cenário estará aberto ao público

Em breve, esse belo cenário estará aberto ao público
Foto: Eduardo Issa

A visita foi muito valiosa e, segundo Nunes, atual diretor da unidade, em 2004 terá início a construção do centro de visitantes, juntamente com a nova sede administrativa do parque, e só então a unidade será efetivamente aberta à visitação. Esperamos que tudo corra bem e que o parque seja aberto ao público em breve.

Seguindo para o PN Monte Pascoal

  
  

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