3º objetivo realizado – cume no Lanín

Saímos de Junín em direção ao Vulcão Lanín no dia 02 de fevereiro, domingo. Chegamos ao camping por volta das 21h00 e fomos direto à central de guarda-parques para conseguir autorização e verificar a disponibilidade de refúgios na montanha. Caminho d

  
  

Saímos de Junín em direção ao Vulcão Lanín no dia 02 de fevereiro, domingo. Chegamos ao camping por volta das 21h00 e fomos direto à central de guarda-parques para conseguir autorização e verificar a disponibilidade de refúgios na montanha.

Caminho de mulas

Caminho de mulas

O Lanín conta com três refúgios: BIM a aproximadamente 2.300m de altitude, RIM a 2.400m e CAJA a 2.600m. Queríamos ir ao CAJA pois no dia do ataque teríamos pelo menos 300m metros de desnível a menos para subir, o que em condições de montanha nevada significa pelo menos uma hora e meia a menos de caminhada. Como não podia deixar de ser, nos mandaram ao BIM, o mais baixo deles.

Em direção ao cume

Em direção ao cume

Na segunda-feira, iniciamos nossa caminhada em direção ao refúgio por volta das 10h00. Nosso destino era o refúgio BIM então, seguimos pelo caminho de mulas. Chegamos lá por volta das 16h00 e acreditamos que deve ter ocorrido algum engano: o refúgio estava lotado. Não tínhamos alternativa, já que não sabíamos a disponibilidade dos outros refúgios e o guarda-parque tinha nos destinado àquele.

Cume no Lanín

Cume no Lanín

Certamente não tivemos muito conforto nesta noite. Além da lotação, cada grupo tinha uma programação para o ataque ao cume. Como a nossa era muito diferente da dos demais grupos, fomos bastante prejudicados. Queríamos dormir pelo menos até às 5h00, assim estaríamos descansados para enfrentar os 1.500m de desnível no dia seguinte. Porém, os primeiros grupos despertaram às 2h00. Sem dormir muito bem a partir de então, nos levantamos às 4h00.

Melina após a recuperação da caída

Melina após a recuperação da caída

Iniciamos o ataque às 6h00. Ainda tínhamos um pequeno caminho de pedras vulcânicas a percorrer antes de chegarmos a neve.

Refúgio BIM

Refúgio BIM

O vento não nos deu trégua por um só minuto durante todo o percurso, o que dificultou bastante a caminhada. Passamos à direita do refúgio CAJA, daí pela parede até a canaleta. Contornamos por cima e chegamos ao “falso cume”. Seguimos um zigue-zague pelo gelo frágil e atingimos finalmente o cume às 13h00, com um vento muito forte que soprava e nos obrigava muitas vezes a parar e cravar as piquetas na neve em busca de equilíbrio.

Atingimos o cume as 13h00 e foi impossível permanecer por mais de 10 minutos por lá. O vento que soprava era muito forte e além disso fazia com que a sensação térmica fosse muito baixa.

Iniciamos a baixada e pegamos um caminho mais a esquerda do que tínhamos subido. Como a aparência do gelo acima de nós não nos dava muita confiança, procuramos seguir este caminho rapidamente, o que ocasionou uma queda de Melina, fazendo-a cair uns 6 metros ladeira abaixo antes de sua recuperação. Depois de uma pausa para retomada de fôlego e concentração, continuamos a baixada até o refúgio (e o vento insistia em soprar por todo o percurso novamente).

Decidimos dormir mais uma noite no refúgio e voltar a base de guarda-parques no dia seguinte, quarta-feira.

Seguiremos agora em direção a Neuquen para continuarmos a viagem.

Esta expedição conta com o apoio de:
Bags Adventure Acessories
Power Bar
Snake

  
  

Publicado por em

DJALMA RIBEIRO DA SILVA

DJALMA RIBEIRO DA SILVA

27/12/2008 19:33:04
Gostei muito deste documentário sobre a Patagonia, parabens.