Blogs > Família Goldschmidt > Dicas de Viagens >A montanha do Trovão - BarilocheDepois de 1 hora de viagem desde Bariloche, chegamos ontem a noite no hotel Tronador. Com chegamos a noite, não tínhamos idéia de onde estávamos. Quando amanheceu ficamos maravilhados.7 de Abril de 2009. Publicado por Família Goldschmidt Depois de 1 hora de viagem desde Bariloche, chegamos ontem a noite no hotel Tronador. Com chegamos a noite, não tínhamos idéia de onde estávamos. Quando amanheceu ficamos maravilhados. De nossa janela avistamos um lago azul celeste cercado de verde e por altas montanhas, um delas ostentando um belíssimo glaciar. Boquiaberto, passamos direto pelo café da manhã e fomos fotografar e filmar. Só voltamos para o hoje, quando a fome apertou. O hotel Tronador é um dos mais antigos da região fundado em 1928. Apesar de antigo tem instalações impecáveis e é quase auto-suficiente em todos os aspectos. É uma excelente opção para quem deseja se hospedar dentro do parque. Saímos então em direção a centro do parque, atravessando florestas nativas compostas de coihues, pinheiros e lengas. Foi uma viagem cheia de paradas, pois a cada curva queríamos descer do carro e fotografar. Entravamos por um vale chamado Pampa Linda de onde se via toda a cordilheira e ao fundo o imenso e majestoso Cerro Tronador. Com 3.554 metros de altura o Cerro Tronador é a maior montanha de toda a região, possui três picos, sendo que o mais alto marca o limite da fronteira entre Argentina e Chile. Localizado dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, tem seu cume coberto por gelo eterno e de suas encostas descem vários glaciares. Comforme estes glaciares perdem massas, imensos blocos de gelo despencam de suas encostas fazendo um barulho semelhante ao de um trovão. Daí vem seu nome, Tronador (de Trueno, trovão em espanhol). Estes são os glaciares de fácil acesso mais ao norte de toda a Patagônia. Em alguns é possível chegar de carro enquanto outros exigem algumas horas de caminhada. De todos os glaciares do parque dois chamam a atenção. O primeiro é Castaño Overap, cujo gelo azul reflete a luz do sol e tem um grande contraste com a montanha de rocha escura. O outro é o glaciar Negro, um fenômeno único da região. Acontece o seguinte: o glaciar manso, de gelo branquíssimo, deixar cair grandes blocos no vale abaixo. Junto com os blocos, descem também pedras, cascalho e areia negra retirados da montanha pela força do gelo. Neste vale, devido a baixa temperatura e a pressão, o gelo forma um novo glaciar, desta vez misturando o gelo com todas as impurezas. Por isto, suas paredes geladas adquirem um tom escuro, onde linhas negras e brancas se misturam. No final do vale o gelo volta a se quebrar na forma de grandes icebergs, cada um de um cor variando do branco o cinza escuro. A esta lagoa repleta de gelo se pode chegar em carro ou com passeios contratados. Fantástico! Depois de visitar o glaciar Negro seguimos um pouco mais adiante até um lugar chamado garganta do Diabo, que de maquiavélico não tem nada, somente o nome. Neste cânion, devido as recentes chuvas contamos mais de 15 cachoeiras, algumas delas com mais de 300 metros de altura. Por se tratar de um glaciar suspenso, o glaciar Manso, produz com sua águas mais de 30 cascatas que cortam a montanha negra com seus fios de linho branco. Lindo! Pesca de Trutas Amanhã, temos planejado uma atividade especial. Vamos fazer um rafting de nível 4 no rio Manso, ao sul do parque. Espero vocês aqui para contar esta história. Até amanhã! Peter Goldschmidt A Família tem o apoio das seguintes empresas: GOLDTRIP Consultoria e Viagens - www.goldtrip.com.br CONTABIL ALVINÓPOLIS – Wagner Silva |
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