Blogs > Família Goldschmidt > Dicas de Viagens >Andaraí - BAComo todas as cidades da Chapada Diamantina, Andaraí foi fundada e cresceu em função da extração do diamante. No seu apogeu, chegou a ter mais de 25 mil habitantes e daquele tempo áureo ainda restam muitas casas e construções. Andaraí quer28 de Maio de 2003. Publicado por Família Goldschmidt Como todas as cidades da Chapada Diamantina, Andaraí foi fundada e cresceu em função da extração do diamante. No seu apogeu, chegou a ter mais de 25 mil habitantes e daquele tempo áureo ainda restam muitas casas e construções. Andaraí quer dizer em Tupi, rio dos morcegos. Na verdade, a cidade está justamente na confluência de vários rios que são usados todos os dias pela população. Além de usá-lo para o lazer, os rios também são usados para banho e para lavar roupa. Andaraí está localizada no centro geográfico da Chapada, e ao contrário de Lençóis, está próxima da maioria dos pontos de visitação mais interessantes. Um deles é o distrito de Xique-Xique do Igatú. Devido ao dinheiro que circulava por aqui, o melhor da Europa (roupas, azulejos e mulheres) era encontrado no meio das pedras do sertão. Quando os diamantes começaram a rarear, as pessoas foram embora e deixaram para trás casas e fazendas. Hoje, com bem menos diamantes, Igatú perdeu a condição de cidade (é um distrito de Andaraí), os moradores (são apenas 5 mil) e até seu nome, pois para não ser confundida com a Xique-Xique do São Francisco, passou a se chamar apenas Igatú. O passado, no entanto, ainda traz dividendos, desta vez na forma de turistas que chegam de toda a parte para admirar as ruínas da antiga cidade e conhecer antigos garimpos, como a Mina do Poço do Brejo. Esta mina foi aberta há mais de 70 anos e foi cavada pelo meio da rocha por uma extensão de quase 400 metros. Na verdade, ela entra por um lado da montanha e sai pelo outro. Por vários anos ela ficou fechada e esquecida até que 4 garimpeiros com o apoio da Secretaria de Turismo resolveram abrí-la para o público. A entrada da mina já vale a pena! Por um lado do túnel sai um rio que serve para ajudar a retirar o entulho acumulado. Pelo lado esquerdo, o visitante entra por um canal que ora se estreita, ora se abre em enormes salões escavados na rocha. Uma obra digna de Hércules, mas que foi realizada por homens comuns em busca de uma vida melhor. Outros locais da Chapada Diamantina que não podem deixar de ser visitados são:
O poço, que na verdade é um rio subterrâneo, está localizado dentro de uma caverna A água é tão clara que pode-se mergulhar a qualquer profundidade sem que se aviste qualquer tipo de sujeira ou poeira. Em meio a uma água tão límpida, parece que você está flutuando no ar e não nadando.
O Poço Encantado é bem diferente do anterior e está a 38 Km de Andaraí. Com a ajuda de cordas e com iluminação de lampiões, o visitante desce a profundidade de 80 metros. Chegando lá, da beira de umas pedras avistamos um poço de água meio azulada iluminada pela luz solar que descia por uma clarabóia natural. Demora-se um pouco para entender o que é água, o que é reflexo e o que é o fundo do lago. A transparência da água é incrível. Enxergam-se as pedras no fundo a mais de 50 metros de profundidade. A única coisa que denuncia a superfície do lago é uma pequena camada de calcário que flutua por cima da água. Como disse sabiamente o guia Miguel: “Aqui deve ser o lugar onde Deus vem descansar de vez em quando”.
Este é um lugar praticamente ainda desconhecido na Chapada. Um caminhada de 9 km nos leva ao coração da Chapada Diamantina, a rampa do Artur. Na beira de um enorme paredão de pedra se tem uma visão única do Vale do Paty. A visão é fantástica: 180° de vale esplendoroso à frente e 180° de campos maravilhosos a trás. Para chegar lá procure o guia Nil (veja fone nas dicas de viagem).
A Chapada também tem seu Pantanal, chama-se Marimbú (que quer dizer pantanal mesmo, isto é, área alagada). O Marimbú se formou quando há 300 anos o Rio Paraguassú assoreou a foz do rio São José, alagando assim uma enorme área de floresta. Hoje, tanto tempo depois, ainda se podem ver os troncos de madeiras nobres espetadas na água. Um ótimo passeio de barco que pode variar de duas a seis horas.
Visite também Mucugê, a cidade mais antiga da região, fundada por volta de 1860. Como Andaraí e Igatú, Mucugê guarda em suas ruas e casas a memória de um tempo onde o dinheiro circulava fácil por aqui. Há inclusive uma praça dedicada aos garimpeiros da cidade, com um lindo memorial com fotos de garimpeiros vivos e mortos. Por falar em mortos, duas atrações mórbidas me chamaram a atenção. A primeira foi um caixão com rodas estacionado na praça principal. Fui informado que este estranho veículo é usado como transporte para aqueles que bebem demais da conta. Ele foi construído no estilo bizantino, com imensas criptas decoradas com pontas e colunas. Ele está situado sobre um leito de rochas e por isto é impossível enterrar os mortos embaixo de sete palmos de terra como manda o costume. Ao invés disto, eles descansam nestes enormes túmulos acima do chão e depois de um tempo, os restos mortais são transferidos para pequenos ossuários escavados na pedra. Todos os túmulos são pintados de branco, o que torna ainda mais bonito o lugar quando contrastado com o as pedras escuras ao redor e o céu azul que impera na região.
Fone: (75) 335-2173 Website: www.pousadaeden.hpg.com.br
Fone: (75) 335-2173
Fone: (75) 335-2369
Visite a Toca do Morcego e conheça o Lauro e a Brenda. Eles têm uma pequena loja de pedras e artesanato na beira da rodovia que liga Andaraí a Mucugê. Vivem como planejaram: perto da natureza, sem estresse e utilizando de todos seus conhecimentos para sobreviver.
Secretaria de Turismo de Andaraí |
Últimos boletins
Veja tambémPesca esportiva na Ilha MexianaVitória – história e panelas de barro |
Twitter: excelente ferramenta para divulgação do turismo
|
![]() |
| Anuncie sua hospedagem ou agência Grátis | Entre em Contato | Sobre o Portal EcoViagem |