Descobrindo a nossa história - A vida no navio

Viajar em um transatlântico lembra um pouco viajar de motorhome, coisa que fizemos por mais de 800 dias em nossas aventuras pela América Latina.

  
  

Viajar em um transatlântico lembra um pouco viajar de motorhome, coisa que fizemos por mais de 800 dias em nossas aventuras pela América Latina. Ok, eu sei que transatlântico não tem rodas, viaja pelo mar e é um pouquinho maior que nosso ônibus Pégaso, mas... a sensação é a mesma.

Explico: Nos dois tipos de viagem, o local de chegada não é necessariamente o que mais importa, é apenas uma referência. Pode ser qualquer lugar. O que importa é a viagem em si, as paradas no caminho, as pessoas que conhecemos, os amigos que fazemos. Viajando em um grande barco como este, também carregamos nossa “casa nas costas” (como no motorhome). Temos nossa cabine, nosso cantinho, nossas coisas, nossa privacidade. É diferente de uma viagem aérea, de carro ou de ônibus, onde o único objetivo é chegar, não importa o desconforto no trajeto.

Viajar em um navio é ver o mundo passar pela sua janela. Pela minha, até agora, já passaram: Santos, Rio de Janeiro, Salvador e a costa nordeste brasileira. Passou também Fernando de Noronha, mas eu não vi (estava dormindo). E vai passar muito mais: Ilhas Canárias, Ilha da Madeira, Cádiz e Lisboa.

No momento, está passando muita água. Estamos atravessando o maior trecho sem paradas desta viagem, com seis dias de navegação em mar aberto. Já fez sol, chuva, vento e calmaria, Tudo em um dia só. Viajamos a aproximadamente 30 km/hora, ou seja, todo dias avançamos sobre 720 quilômetros de mar.

E o que fazemos durante este tempo?
De tudo!
Dormir, acordar, comer , ir na piscina, tomar banho de sol, dormir, trabalhar (no meu caso), jogar, tomar banho de sol, dormir, conversar, ler, escrever, escutar musica, assistir a um show, comer, dormir, ir na jacuzzi, sauna, SPA, comer, ler, fazer ginástica, conversar, ir a uma festa, voltar para a piscina, etc, etc, etc.
Como vocês podem ver, é uma vida muito dura.

O navio é uma verdadeira cidade flutuante, com muitas opções de atividades. Todos os dias uma lista delas é deixada em nossa cabine, com o horário e o local de cada uma. É impossível fazer todas. Tem até uma missa católica diária e um ritual de por do sol para os Judeus. Tudo muito bem organizado e orientado por um pessoal do cruzeiro.

Este navio tem dois restaurantes, um formal com serviço pessoal nas mesas e outro tipo buffet, mais a vontade e com horários mais flexíveis. Nos intervalos tem bares e lanchonetes abertos em algum ponto do navio servindo lanches, pizzas e sorvete. Resumindo, Tem comida a toda hora. Tem que tomar um cuidado danado para não engordar.

Mas não pense que tudo é uma bagunça. Tudo aqui tem sua ordem e sua regra. Para tudo e para todos. A higiene é um dos pontos altos deste navio. Para entrar em quase todos os lugares você precisar lavar as mãos com álcool gel para evitar contaminações, inclusive para embarcar e desembarcar no navio. Não pode usar os copos ou pratos duas vezes ou trocar os talheres no self-service. Tudo isto para que nenhuma bactéria estrague a viagem de todos nós.

Ok, agora tenho que ir. Tenho que trabalhar.
Afinal, alguém tem que experimentar tudo por aqui para contar a vocês, né?
Prometo escrever em breve falando sobre nossa próxima parada, as ilhas Canárias.
Ô vida dura! Fui!

Você poderá acompanhar nossa aventura aqui ou em www.familiagold.com.br

Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt.
Aventureiro, palestrante e Consultor de turismo da Gold Trip www.goldtrip.com.br

  • Este diário faz parte de um relato sobre a viagem de travessia de Santos a Lisboa no navio Vision of the Seas em Abril de 2010.
  • Fotos Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior
Atividades a todo momento
Bar e lanchonete
Recepção e Lobby
Corredores sem fim
Academia
Cassino
Aula ao ar livre
Deck da piscina
  
  

Publicado por em

Ana

Ana

14/05/2010 21:03:38
Que saudade desta vida dura!!!!