Grite, chore e vire à esquerda - Bariloche

Hoje amanheceu chovendo. Grande coisa! A previsão é que fiquemos molhados de qualquer maneira. Vamos fazer um rafting no rio Manso.

  
  

Hoje amanheceu chovendo. Grande coisa! A previsão é que fiquemos molhados de qualquer maneira. Vamos fazer um rafting no rio Manso.

Rafting no Rio Manso

Este rio tem sua origem nos glaciares do Cerro Tronador. Curiosamente ele começa a descer em direção ao oceano Atlântico a leste, mas devido a um divisor de águas faz a volta e acha seu caminho através dos Andes para finalmente desaguar no Pacífico a oeste. Durante seu percurso em território argentino há diversos locais habilitados para a canoagem e ao rafting, variando desde o nível I ao IV.

Nós escolhemos fazer o último trecho, considerado o mais técnico, chamado La Frontera. Ele tem este nome porque termina justamente na fronteira entre a Argentina e o Chile. Recebemos nosso equipamento na base da empresa Extremo Sur com quem faremos o rafting. Já prontos, seguimos de carro por mais alguns quilômetros até chegar a ponto de partida. Depois das instruções iniciais, subimos ao bote e começamos a aventura.

Neste ponto, o rio desce um profundo cânion rochoso cercado por floresta Valdiviana, uma floresta densa e muito úmida, típica do Andes Patagônicos. O percurso tem cerca de 20 kms e alterna corredeiras de nível III e IV com trechos de remanso. O rafting nesta área está habilitado desde Novembro até maio, quando começam as chuvas e a neve.

Os guias da Extremo Sur são muito bem preparados e o equipamento muito eficiente nos protegendo da chuva e do frio. A cada trecho do rio de remanso o guia aproveitava o descanso e nos orientava sobre a melhor maneira de vencer a próxima corredeira e o que fazer em caso de cair na água. Cada corredeira do rio está batizada com um nome, alguns bem interessantes como: “Ovos mexidos, do grito, pavoroso, e o melhor de todos: Grite, chore e vire a esquerda. Neste último, depois de passar ao lado de uma pedra no meio do rio, a corredeira avança forte contra um paredão de pedra. O objetivo é não chocar-se contra ele e não virar o bote. Conseguimos!

Tudo foi muito divertido e emocionante. Terminamos o rafting justamente no lugar onde um marco delimita a fronteira dos dois países. Depois de secos, almoçamos um delicioso churrasco típico argentino oferecido aos participantes da aventura. Uma delicia!

Resolvemos ficar no vale, pois havia mais coisas a conhecer. Nos hospedamos nas Cabanas Puerto Manso. Em uma curva do rio, estão três cabanas típicas de montanha, todas construídas em madeira e aquecidas por lareira. Das enormes janelas da sala, podíamos ver o entardecer sobre o rio, que nesta parte é muito mais tranqüilo.

Amanha mudaremos novamente de lugar e teremos mais histórias para contar. Espero vocês por aqui.

Peter Goldschmidt

A Família tem o apoio das seguintes empresas:

GOLDTRIP Consultoria e Viagens - www.goldtrip.com.br
TIMBERLAND – www.timberland.com.br
PIGMENTUM - Comunicação Visual - www.pigmentum.com.br
BEEPHOTO – Tudo para fotográfica – www.beephoto.com.br

CONTABIL ALVINÓPOLIS – Wagner Silva
CLIMED – Hospital Alberto Sabin
Membro da Brazilian Adventure Society - BAS

Sandra Goldschmidt
À caminho da aventura
Fronteita Argentina-Chile
Descendo o Rio
Adrenalina à flor da pele
Cabana de Puerto Manso
  
  

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