Nahuel Huapi, o lago que se chama Ilha - Bariloche

O dia amanheceu chuvoso e ventando. Que importa? Estamos aqui para conhecer e é isto que vamos fazer. Fomos conhecer dois lugares

  
  
Peter e Sandra

O dia amanheceu chuvoso e ventando. Que importa? Estamos aqui para conhecer e é isto que vamos fazer. Fomos conhecer dois lugares no lago Nahuel Huapi que está em frente a Bariloche. Antes, no entanto, vale a pena falar um pouco sobre este lago tão lindo (mesmo com chuva). Para começar ele é muito grande. Sua superfície cobre uma área três vezes maior do que a da capital do país, Buenos Aires - DF. Além do seu corpo principal, possui 7 braços que avançam por entre as montanhas andinas. Um dos mais importantes, o Braço Blest, é o caminho usado para se fazer a travessia lacustre para o Chile, o famoso Cruce de lagos. Seu nome, Nahuel Huapi, quer dizer, Ilha de Nahuel (que alguns traduzem como Ilha do Tigre, embora não existam tigres na América ou na região). Este é o primeiro lago que conheço que chama-se Ilha. Interessante! Em dias de vento como o de hoje, tem-se a impressão que o lago é um mar, especialmente quando se observa o tamanho de suas ondas e o barulho quando as mesmas encontram a costa. Lindo! Para conhecê-lo embarcamos em um catamarã em Puerto Pañuelo, na península de Lhao-lhao, a 25 kms do centro. Durante a viagem subimos o deck superior e fomos recebidos por várias gaivota. Na verdade elas vieram comer, acostumadas a receber pedaços de pães dos turistas. Tirei uma ótima foto da Sandra!

Ilha Victória
Em 30 minutos já estávamos na ilha Victória, uma das maiores do lago com mais de 20 quilômetros de comprimento. A ilha Victória está coberta por vegetação não nativa, fruto de um reflorestamento feito no começo do século XX. Por isto, encontramos aqui espécies como o Cedro do Líbano, coníferas de mais de 40 espécies e as gigantescas Secóias trazidas dos Estados Unidos. Algumas delas tem um diâmetro de 12 metros e mais de 30 metros de altura. Depois de caminhar uma hora pela ilha, embarcamos novamente e seguimos para nosso próximo destino, a península de Quetrihue, que devido a sua geográfica mais parece uma ilha. Sua única ligação com a margem do lago é um estreito ístimo de terra na altura de vila La Angostura. Apesar do tamanho da ilha, esta ligação não tem mais do que algumas dezenas de metros. Para quem gosta de caminhar é possível desembarcar em um extremo e seguir caminhando até a vila. São 12 kms de uma caminhada leve e interessante. Na península visitamos o Bosque de los Arrayales. O Arrayal é um arbusto que normalmente cresce isolado nas margens dos lagos e tem cerca de 5 metros de altura. Em Quetrihue, por alguma razão inexplicável, os Arrayais se transformaram em árvores de até 20 metros e formaram um imenso bosque. Como o tronco desta planta é muito claro, cor de canela e repleto de manchas branca, o interior do bosque adquire um brilho mágico, quase místico. Impressionante!

Retornamos ao hotel no final da tarde, debaixo da mesma chuva que caía quando saímos. Estávamos molhados e muito, muito felizes. Foi um dia e tanto. Se você gostar de Bariloche com chuva, certamente gostará dela em qualquer época do ano. Amanhã vamos conhecer a região mais a leste do lago, onde está Vila Angostura e o Vale Encantado. Quem me visitar amanhã, saberá. Inté!

Peter Goldschmidt

A Família tem o apoio das seguintes empresas:

GOLDTRIP Consultoria e Viagens - www.goldtrip.com.br
TIMBERLAND – www.timberland.com.br
PIGMENTUM - Comunicação Visual - www.pigmentum.com.br
BEEPHOTO – Tudo para fotográfica – www.beephoto.com.br

CONTABIL ALVINÓPOLIS – Wagner Silva
CLIMED – Hospital Alberto Sabin
Membro da Brazilian Adventure Society - BAS

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* Esta materia se refere ao diário de bordo da Expedição Bariloche e Parque Nahuel Huapi,
feita pela Familia Goldschmidt entre os dias 26/03 e 10/04/09. Para saber mais sobre esta expedição
visite o site:
www.familiagold.com.br
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Ilha Victória
Secóia
Camarã Cau Cau
Gaivota Faminta
Bosque de Los Arrayales
Arrayal
Flor Amancay
Paisagem Colorida
  
  

Publicado por em

Eliane Garcia

Eliane Garcia

17/09/2009 03:36:47
A importânca da ruptura com a vida anterior está expressa nessas maravilhosas viagens-aventura que a familia realizou e ainda realiza. Viagens como essas significam um patrimônio cultural que nenhuma escola conseguiria oferecer aquelas duas crianças, hoje dois jovens tão ligados a seus pais, que continuam realizando o projeto comum.
Rever o lago Nahuel Huapi com essa descrição de seus arredores tão bem relatada foi uma nova viagem para mim e me fez querer conhecer esse roteiro (só fiz a travessia até Bariloche). Desejo que continuem com seus maravilhosos roteiros.