VIAJE COMIGO 79 | NAMÍBIA PARTE 1

Dunas, tribos e vida selvagem.

  
  

Namíbia – Parte 1
Namíbia - Dunas, tribos e vida selvagem Apesar de pouco conhecida pelos brasileiros, a Namíbia é um país já consolidado com um dos principais destinos turísticos do continente africano. Possui inúmeros atrativos, que incluem dunas douradas, canions, tribos exóticas e parques de safáris repletos de animais selvagens.

A Namíbia é um pequeno país localizado na costa sudoeste da África, e que possui pouco mais do que dois milhões de habitantes. Seu clima é semiárido com vegetação típicas de deserto. Possui duas estações demarcadas: A estação seca, melhor para o turismo, que vai de Abril a Novembro e a chuvosa, que se estende de Dezembro a Março. A Namíbia é um país jovem, criado em 1990, depois de conseguir sua independência da África do Sul. Sua moeda é o dólar namibiano e seu idioma oficial é o inglês, embora existam outras 13 línguas faladas correntemente no país. A capital da Namíbia é Windhoek, com apenas 300 mil habitantes. Nela é possível observar forte influencia alemã, presente na arquitetura e no dia a dia da cidade. Afinal, o pais foi parte do império germânico até o final da primeira guerra mundial.

Toda sua costa sul está coberta pelo grande deserto de Namib, considerado um dos mais antigos do mundo. Ali, as dunas avançam desde o mar até 150 quilômetros no interior, formando um mar de areia que muda de cor e forma de acordo com a região. Um dos trechos mais visitados das dunas fica dentro do Parque Nacional Namib-Naukluft, conhecido pela suas lindas e impressionantes paisagens. Nele, o rio Tsauchad formou um grande vale que é cercado de dunas gigantes e de areia dourada. Este rio só possui água durante a estação das chuvas. Durante as inundações, as águas represadas pelas dunas formam um grande lago de argila branca e sal conhecido como Sossusvlei. O parque abre o seus portões justamente ao nascer do sol. Esta é a melhor hora para se visitar o vale, pois o sol baixo realça os contornos das dunas e acentua sua cor. O vale abriga dezenas de dunas que chegam a mais e 300 metros de altura. Algumas delas são consideradas como as mais altas do mundo.

A próxima parada pela quem visita a Namíbia é a cidade litorânea de Swakopmund. Fundada em 1892, a cidade foi o principal porto alemão durante o domínio do império e ainda guarda forte influencia deste período. Hoje Swakopmund é uma cidade de veraneio, com muita lojas, cafés e sempre repleta de turistas. A região oferece muitas oportunidade de passeios para o visitante. Um deles é ir até Walvis Bay e fazer um passeio de barco até a Península dos Pelicanos, onde existe um farol, uma fazenda de ostras e uma grande colônia de lobos marinhos. São tantos animais que alguns, já acostumados ao turismo, sobem a bordo do catamarã para dar boa vindas e ganhar alguns peixes. Os pelicanos, as baleias e os golfinhos também fazem parte desta animada visita.

Outro passeio bem procurado nesta região são os sobrevoos do deserto. A bordo de pequenos monomotores é possível sobrevoar as dunas, os canions e até a montanha mais alta do país, Brandsberg, com 2.572 metros de altura. A rota mais popular é a que segue para o sul, sobre voando o mar de dunas, os lagos de Sossusvlei e os famosos navios do deserto. São enormes embarcações que encalharam na costa a dezenas de anos e foram literalmente engolidas pelo deserto que avança sobre o mar. Outra opção, para os mais a aventureiros, é conhecer o deserto sobre potentes quadriciclo. Este passeio incrível percorre dunas e vales e além de emoção, oferece lindas paisagens. A cidade de Swakopmund, além de muito interessante, é também um marco geográfico importante da costa da Namíbia.

Ao sul deste ponto estão o litoral é coberto por grande dunas até o rio Orange, fronteira com a África do Sul. É a região de diamantes, com acesso restrito e controlado pelo governo. Ao norte da cidade, o litoral também é deserto, porém se diamante ou dunas. É a temida Costa dos Esqueletos, região que ganhou este nome por estar pontilhada por esqueletos de navios, baleias e até ossos humanos. A nordeste desta temida costa, ficam os domínios da tribo Damara, região conhecida como Damaraland. É uma zona semiárida, conhecida pelas suas pinturas rupestres, bosques de árvores fossilizadas e principalmente pelos seus elefantes. Os elefantes do deserto fazem parte de um pequeno grupo que se adaptou a viver nestas difíceis condições. Eles vivem nos leitos de seco dos rios, onde a água que ainda corre abaixo do solo, mantém viva árvores e arbustos.

Além dos Damara, outra tribo muito representativa no país são os Himba. Esta etnia habita no norte do pais e é conhecida por ainda viver da mesma maneira a centenas de anos. Os homens desta tribo são responsáveis pelo gado, sua maior riqueza. Eles ficam no campo boa parte do ano, deixando nas aldeias apenas as mulheres e crianças. As mulheres Himba cobrem seus corpos com uma mistura gordura e um pó ocre, tanto para se protegerem do sol, como para sua beleza. Os cabelos possuem apliques com pele de animal e também são cobertos pelo mesmo material. Elas cobrem apenas a parte inferior do corpo e usam muitos adornos e enfeites. São em geral muito simpáticas e gostam de receber visitam, pois aproveitam para vender seu artesanato e melhorar sua renda. Ao contrario de outra tribos, as mulheres Himba gostam de ser fotografadas, desde que possam ver o resultado na telas das câmeras.

Embora as tribos e as paisagens sejam um grande atrativo no país, muitos vem a Namíbia atrás de um bom safári. Na região norte e na franja nordeste, existem vários parques que reúnem milhares de animais. Um dos mais conhecidos é o Parque Nacional Etosha, uma das reservas mais antigas da África que possui hoje perto de 23 mil quilômetros quadrados. Esta reserva possui um grande quantidade de animais e algumas espécies bem interessantes como um raro antílope de cara negra. Cerca de 25% do parque é coberto por um grande lago salgado, que só acumula água durante a estação das chuvas.

Os animais da região dependem desta chuvas para sobreviver. Para enfrentar as temporadas de secas, o governo perfurou milhares de poços artesianos que alimentam pequenos lagos. E é isto que torna este parque tão diferentes dos outros. No Etosha, para se observar os animais basta estacionar ao lado de um desde lagos, esperar e fotografar. É como se a arca de Noé abrisse as portas na sua frente. Animais de várias espécies bebendo da mesma fonte. Tudo junto e misturado, convivendo em uma frágil harmonia.

Dentro do parque existem alguns lodges pertencentes ao governo. Estes possuem seus próprios lagos, cercados de telas, onde os animais vem saciar a sua sede. Aqui, os hospedes podem fazer safári sentados confortavelmente em frente a seus quartos, com todo o conforto e segurança. Ao redor do parque, existem também algumas reservas privadas especializada em alguns tipos de animais . A reserva de Ongava, por exemplo, é conhecida por abrigar grandes famílias de rinocerontes e leões e oferece safaris bem interessantes.

Está é a Namíbia, um país perfeito para quem gosta de ver em uma só destino cultura, lindas paisagens e observar animais selvagens em seu ambiente natural. Talvez, o destino perfeito para suas próximas férias.

Peter Goldschmidt * Peter é membro da Família Goldschmidt que desde 1999 viaja pelo mundo descobrindo e divulgando novos roteiros turísticos. É também diretor da agência de turismo Gold Trip – www.goldtrip.com.br - Fone: (11) 4411-8254

  
  

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