VIAJE COMIGO 89 | CHILE - ATACAMA

O que tem pra fazer no deserto do Atacama?

  
  

O que tem pra fazer no deserto do Atacama?

A pergunta é recorrente: O que tem para se ver em um deserto?
A resposta sempre surpreende. Lagos, geisers, salares, animais selvagens, ruinas milenares, rios de agua quente, paisagens coloridas e muito mais. Esta é a descrição resumida de um dos destinos mais fascinantes da América do Sul, o Deserto do Atacama no Chile, mais especificamente, na região de São Pedro do Atacama. Esta pequena vila habitada há mais de 3 mil anos, cresceu às margens do rio São Pedro e dentro de um vale onde aflora o gigantesco Salar do Atacama. Na verdade, São Pedro é composta de vários oásis irrigados por um antigo sistema de canais que tornam a região habitável e altamente produtiva. As ruínas da aldeia de Tulor, fundada há mais de 3 mil anos, provam o que os turistas só descobriram a poucas décadas: que São Pedro do Atacama é um lugar muito especial. A partir dela é possível visitar uma série de atrativos que misturam lindas paisagens, sítios arqueológicos, lagos, rios e uma rica fauna nativa.

Para quem fica no deserto apenas poucos dias vale a pena conhecer os seus principais atrativos, lugares realmente impressionantes como o Salar do Atacama. Esta imensa planície com mais de 100 quilômetros de extensão, já foi no passado um imenso lago. Hoje, o lago ainda existe, mas está coberto por uma grossa camada de sal com vários metros de espessura. Em alguns pontos ele ainda aflora na forma de olhos d´água ou de lagos azul turquesa cujas bordas estão cobertas de vegetação e por uma branquíssima camada de sal endurecido. A margem leste desta imensa depressão esta coroada pelos altos picos da cordilheira do Andes, sempre ponteada por inúmeros vulcões. Grande parte deles mantem o formato cônico original e alguns permanecem ativos. Um deles é o Lascar, cuja coluna de fumaça pode ser vista a dezenas de quilômetros. Estas grandiosas montanhas escondem em seus vales lagos ancestrais, resultados do degelo de antigos glaciares. São lagos de altitude, normalmente acima dos 4 mil metros, conhecidos como lagos do altiplano. São centenas deles, sendo que os mais conhecidos são os lagos Miñisques e Miscante. Sua cor azul e seus respectivos vulcões formam uma das paisagens mais lindas desta região.

A outra margem do Salar do Atacama, no lado oeste, é formada por uma cadeira montanhosa conhecida como cordilheira do Sal. Dentro dela, um dos lugares mais impressionantes são os vales da Morte (ou de Marte) e da Lua. O primeiro, possui dunas de cor avermelhada e uma vista singular da cordilheira dos Andes e dos oásis de São Pedro. O segundo, o mais visitado, possui formações rochosas frutos de movimentos geológicos em escalas colossais. Imensas paredes rochosas, altas dunas e cânions com paredes cobertas de sal atraem diariamente centenas de turistas. É um dos lugares preferidos dos visitantes para assistir aos belíssimos pores do sol do deserto.

O lado norte do Salar do Atacama é limitado por uma suave serra que sob até alcançar os 3.900 metros de altitude. Subindo suas encostas encontram-se pequenos rios e lagoas que abrigam uma variada fauna andina composta de flamingos, patos e um grande diversidade de coloridas aves. Também não é difícil cruzar com lhamas, vicunhas, raposas e pequenos roedores conhecidas como “Viscachs”. Um destes rios é o Puritama, que aflora dentro de um vale seco e rochoso. As aguas quentes do Puritama modificam a paisagem criando em suas margens um luxuriante jardim. A sua nascente se tornou um lugar bastante popular, visitado especialmente pelos turistas que vem se banhar em suas aguas termais e relaxar neste impressionante oásis. Porém, o lugar mais importante desta parte do deserto são os Geisers de Tatio, localizados aos pés do vulcão que lhe empresta o nome. Os Geisers de Tatio são aflorações de aguas aquecidas no subsolo e que chegam a superfície na forma de jatos de vapor, jorros de aguas fervente e de lama borbulhante. Andar por este vale nos dá a impressão de caminhar por dentro de um vulcão ativo. Por todos os lados encontramos jorros de agua fervente e colunas de vapor. Alguns geisers formam coloridos cones de minerais, enquanto outros, pequenos lagos de agua quente. As aguas de um destes geisers são aproveitadas para formar uma rustica piscina onde os mais corajosos podem se aquecer nas frias manhãs andinas.

Para conhecer este lugar, o ideal é ficar pelo menos 3 dias inteiros no Atacama. É o mínimo que recomendo. A vila de São Pedro apesar de pequena, possui todos os serviços necessários para receber bem o visitante. Conta com bons hotéis, muitos restaurantes, farmácias, mercados e várias agências de turismo. Mas é importante ter cuidado. A proximidade com as fronteiras da Argentina e Bolívia tem atraído muitos prestadores de serviço que não estão comprometidos com a qualidade e a segurança dos passageiros. Portanto, embora a oferta de serviço seja grande, apenas uma pequena parte deles pode ser considerada realmente segura e de qualidade. Recomendamos sempre contratar serviços através de agências credenciadas no Brasil para evitar surpresas desagradáveis. Para saber mais, entre no site www.goldtrip.com.br. Assista também ao vídeo sobre o Atacama aqui. Boa Viagem!

Peter Goldschmidt
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  • Peter é membro da Família Goldschmidt que desde 1999 viaja pelo mundo descobrindo e divulgando novos roteiros turísticos. É também diretor da agência de turismo Gold Trip - www.goldtrip.com.br - Fone: (11) 4411-8254

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