A Represa e a história de Mato Grosso

No dia seguinte, acordamos com uma passarada cantando em nossa janela. Era uma verdadeira sinfonia que vinha de todas as árvores. Depois do desjejum, saímos de barco para conhecer a represa e ficamos espantados com o seu tamanho. Os

  
  

No dia seguinte, acordamos com uma passarada cantando em nossa janela.

Era uma verdadeira sinfonia que vinha de todas as árvores.

Depois do desjejum, saímos de barco para conhecer a represa e ficamos espantados com o seu tamanho.

Os dois braços principais se estendem por mais de 50 km cada. A represa trouxe vida a esta região, antes esquecida.

Onde só havia cerrado, hoje começam a despontar vários empreendimentos.

A Marina Morro do Chapéu, por exemplo, já tem mais de 200 barcos e surgiu como local de encontro para grandes personalidades da capital matogrossense.

Depois de uma delicioso banho nas águas azuis do lago, voltamos para a fazenda onde passamos a tarde aprendendo mais sobre a região.

À noite, chegou um grupo de pilotos de Paraglider que utilizam a Serra do Navio como ponto de decolagem. Dentre eles, quero destacar dois caras muito batutas (como diria minha vó), o Cacá e o César.

Os dois têm histórias muito interessantes. O Cacá é um jornalista que já rodou o mundo a trabalho.

Ele é um dos principais pesquisadores da vida do Marechal Rondon e com ele eu tirei muitas dúvidas e adquiri mais algumas também.

Se pudesse, teria conversado a noite toda sobre o assunto.

Com já expressei antes, tenho uma admiração crescente por este desbravador do século XX, pelo seu caráter e personalidade.

Quanto mais estudo sobre ele, mais admirado fico. O outro piloto, o César, apesar de novo (42 anos segundo me contou) é também um pioneiro, um desbravador, só que de uma forma diferente.

Há 22 anos eles chegou do sul com o diploma de dentista debaixo de um braço e com a sua noiva no outro.

Vinha para ser o primeiro dentista da cidade de Sorriso, no norte do estado.

Segundo ele conta, naquele tempo a região estava começando a ser colonizada e havia poucas cidades, com casas de madeira e nenhum recurso.

A única estrada para o norte (que continua sendo a única até hoje e ainda era de terra.

Luz, só através do gerador portátil e a água era de poço.

Nestas condições, este jovem dentista gaúcho começou sua carreira, atendendo gente de dia e de noite, em meio a muita poeira e privações.

Hoje ele tem vários consultórios e muita gente trabalhando para ele.

Apesar da pouca idade é um homem que ajudou a construir o estado.

Como ele, porém, existem muitos outros que investira no incerto e hoje são profissionais de sucesso.

É disto que o Brasil precisa, gente competente, com vontade de trabalhar e sem medo de desafios.

O norte do Mato Grosso é um lugar para pessoas assim.

Alguém interessado neste desafio?

  • OBS: Apesar de ser um Matoucho (Matogrossense com Gaúcho), ele não perdeu o jeito de fazer um bom churrasco e nem de contar piada. A noite foi longe.
  
  

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