Ainda no rio Madeira

Nos últimos dois dias amanheceu chovendo e para nossa alegria continuou chovendo durante todo o dia. Pelo menos o calor diminuiu e ventou um pouco mais. Em compensação, o rio ficou mais raso e apareceram muitos bancos de areia. De vez em q

  
  

Nos últimos dois dias amanheceu chovendo e para nossa alegria continuou chovendo durante todo o dia.

Pelo menos o calor diminuiu e ventou um pouco mais. Em compensação, o rio ficou mais raso e apareceram muitos bancos de areia.

De vez em quando o empurrador batia em alguns deles mas não chegava a encalhar.

Ainda bem, nada seria mais terrível do que ficar dias encalhados no meio de um rio cheio de jacarés e sob um calor infernal.

Também começou a aparecer muitas pedras, outro perigo para a navegação.

A viagem ficou mais bonita, como um relevo mais acentuado nas margens e a aparição de pequenos povoados.

Aparecem também várias dragas que retiram ouro do rio 24 horas por dia.

O comandante, dono de um enorme anel de ouro puro, disse que aqui ainda tem muita riqueza para ser retirada.

O IBAMA proíbe, mais os garimpeiros continuam.

Se tudo correr bem, hoje à noite nós chegaremos a Porto Velho e desembarcaremos amanhã cedo.

A expectativa é grande. Já estamos um pouco cansados de navegar.

Nós gostamos mesmo é de rodar. Além disso, a comida do navio já enjoou.

Apesar de bem feita, é muito monótona e pesada. Nos últimos dois dias temos comido em casa (ou seja, no Pégaso).

Nada muito variado, mas com certeza mais leve. A Sandra está com uma terrível dor de cabeça há algum tempo.

Achamos que é o calor e a umidade. Faço minhas palavras o pensamento da Pepita: ai que saudades da terra!

  
  

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