Búfalos e queijo

Oi amigos, ainda estamos na fazenda Sanjo. Acordamos bem cedo e fomos tirar leite de búfala. É a mesma coisa que tirar leite de vaca, só que a vaca no caso é preta. Sem preconceitos. Hoje tivemos um pouco mais de contato com a fauna local.

  
  

Oi amigos, ainda estamos na fazenda Sanjo.

Acordamos bem cedo e fomos tirar leite de búfala. É a mesma coisa que tirar leite de vaca, só que a vaca no caso é preta. Sem preconceitos.

Hoje tivemos um pouco mais de contato com a fauna local.

Descobrimos que a fazenda foi adotada por um bicho preguiça chamado de Dina.

Ele chegou doente, com o braço ferido e está sendo cuidado na sede da fazenda.

Descobrimos também que o Dina é ele, e não ela como pensávamos por causa do nome.

Uma mancha característica nas costas revela seu verdadeiro sexo.

Mas não faz mal, a simpatia deste animal é a mesma.

Saímos também para um passeio diferente de canoa.

Eu, a Sandra e a Ana fomos numa canoa à vara (por ser muito raso), enquanto o Erick e a Ingrid foram montados em búfalos.

Como estava ventado muito, tínhamos dificuldade em avançar, até que o Erick deu uma excelente idéia: que tal os búfalos puxarem os barcos?

Fizemos primeiramente uma tentativa puxando com a vara, depois decidimos que uma corda seria melhor.

E deu certo! Com a força destes poderosos animais, o barco correu rápido e silencioso pelas águas de um pequeno canal que cruzava os campos.

O silêncio é importante para se ter uma boa visão dos animais.

Observamos várias garças, marrecos selvagens, maguaris, e os lindos guarás.

Consegui flagrar na foto um bando de garças com um único guará voando entre eles. Ficou muito legal.

À tarde, fomos ver a produção de queijo na fazenda. O queijo do leite de búfalo é feito de uma forma diferente do queijo tradicional feito com o leite da vaca.

Depois de coalhado e peneirado, a massa vai para o fogo por mais de uma hora, o que dá ao queijo uma consistência única e um sabor especial.

É uma delícia prová-lo ainda quente.

Também tivemos o privilégio de experimentar algumas iguarias da cozinha marajoara.

O meu destaque vai para o Frito do Vaqueiro, um prato onde a carne de búfalo, a gordura e a farinha são cozidos juntos, formando uma espécie de paçoca.

Os vaqueiros costumam colocar este preparado numa bolsa de couro chamada de Surrão e levá-la para o campo.

Muitas vezes este é o alimento desses desbravadores durante vários dias.

No final da tarde, chegou a hora de nos despedirmos da fantástica família Acatauassu.

Fomos muito bem recebidos aqui e nos sentimos em casa.

Seguimos a cavalo até o porto e depois embarcamos em uma voadeira que nos levou de volta a Soure.

Amanhã eu conto mais. Até lá!

Salvaterra (Ilha de Marajó) Soure (Ilha de Marajó)

  
  

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