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Cachoeiras do Glória
Ontem fomos conhecer mais um pouco deste paraíso que é S. João Batista do Glória. Seguimos em direção leste para conhecer três cachoeiras. A primeira, bem pequenininha, foi a do Fumalzinho. Muitos chamam este pequeno recanto de “Piscina afrodisíaca&
12 de Novembro de 2002. Publicado por Família Goldschmidt
Ontem fomos conhecer mais um pouco deste paraíso que é S. João Batista do Glória. Seguimos em direção leste para conhecer três cachoeiras. A primeira, bem pequenininha, foi a do Fumalzinho. Muitos chamam este pequeno recanto de “Piscina afrodisíaca”. Entenda porque: Uma pequena cascata, uma piscina natural, um pequeno bosque cheio de pássaros e uma pequena clareira nas árvores por onde o sol desce. Passamos o topo da serra e descobrimos outra cachoeira, a do Barulho. A queda d’água de 40 metros de altura despenca dentro de um cânion e o eco da água caindo nas pedras sugere o nome do lugar. Mais para frente, encontramos o que até agora é minha cachoeira preferida, a cachoeira do Quilombo. Ela tem este nome devido ao fato de ali perto, por volta do século XVIII, ter havido um refúgio de escravos. O passeio começa por uma praia de pedras roliças e segue por lajes de pedra até o primeiro andar da cachoeira. É isto mesmo, aqui a cachoeira tem andar. A do Quilombo, por exemplo, tem três saltos com piscinas naturais entre elas. Enquanto subimos, passamos por campos recém atingidos por queimadas. É fantástico como a natureza teima em resistir à ação devastadora do homem. Bastou uma pequena chuva para o capim novamente brotar e as flores do cerrado voltarem a aparecer. Quanto tempo a terra vai agüentar tanta agressão eu não sei. Por enquanto, as flores nos mostram que ela ainda é possível. Um outro exemplo de agressão é o que acontece com o Córrego do Lajeado. Uma pedreira (são 38 irregulares espalhadas pelo Glória) destruiu um dos lados do cânion que formam o córrego e deixou que toneladas de pedras caíssem no seu leito. A terrível conseqüência deste ato nós vimos hoje. O leito do córrego está coberto com mais de 4 metros de entulho e a pouca água, sem encontrar saída, passa agora por baixo da terra. As enormes pedras são levadas pela enxurrada e batem com força contra as árvores da mata ciliar. Encontramos dezenas de árvores mortas e outras tantas em vias de morrer. É uma pena que num paraíso como este, a destruição já tenha chegado.
 Cachoeira do Quilombo
 Cachoeira do Barulho
 Flôr típica do cerrado...
 ... outra espécie exótica...
 ... uma mais linda que a outra!
São João Batista do Glória
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