Chapada dos Guimarães

Depois de conhecer um pouco da capital do Estado, começamos a explorar um pouco do potencial turístico ao redor de Cuiabá. Nossa primeira parada será na chapada dos Guimarães, uma região a pouco mais de 60 quilômetros da capital. Nosso Pég

  
  

Depois de conhecer um pouco da capital do Estado, começamos a explorar um pouco do potencial turístico ao redor de Cuiabá.

Nossa primeira parada será na chapada dos Guimarães, uma região a pouco mais de 60 quilômetros da capital.

Nosso Pégaso vai ficar estacionado no Hotel Mato Grosso, pois não conseguimos um lugar seguro para deixá-lo na Chapada. Achamos melhor assim.

Quem pensa que todas as chapadas são iguais errou chapadamente (gostaram?? hehe). Elas podem ser semelhantes, mas nunca iguais.

A primeira coisa que me chamou a atenção em Guimarães (como vou chamar a Chapada daqui pra frente), foi que a cidade que empresta o nome à região e ao Parque Nacional fica no alto da serra e não na sua base como acontece em outros lugares.

Isto facilita muito para os visitantes, pois os passeios se tornam muito mais leves e fáceis.

A cidade foi fundada no começo do século XVIII (1722) por portugueses da região de Guimarães, em Portugal.

No centro da cidade há uma bonita igreja com características barroca.

Pelo que me disseram, é a única em Mato Grosso com este estilo.

A cidade é pequena, mas com todos os serviços básicos, inclusive vários hotéis e ótimas pousadas.

Fomos recebidos pelo Elias Santos, Secretário de Turismo, e pela Natally, nossa guia aqui em Guimarães.

Ficamos hospedados na Pousada Solar do Inglês, propriedade do Sir Richard Mason e da sua esposa Paula (este Sir é por minha conta). Ficamos encantados com o lugar e com o Sr. Mason.

O lugar parece um mistura de África, Londres e Pantanal. A decoração é composta por porcelana vitoriana, troféus de casa e quadros pintados à mão, que retratam os animais do pantanal.

O Sr. Mason é nascido na Inglaterra e desde pequeno sempre se dedicou à caça. Já fez muitas coisas, inclusive foi guia de caça na África e lutou na guerra civil de Angola.

Já trabalhou em fazendas de gado no pantanal, já teve sua própria fazenda entre outros muitos negócios.

Na verdade, eu cheguei a conclusão que ele é um daqueles legítimos súditos da Rainha que se tornam aventureiros do mundo, tipo Indiana Jones ou o personagem de Sean Connery no filme Liga Extraordinária.

Seu sotaque denuncia todas as suas paradas pelo mundo, numa mistura de tons e acentos portugueses, ingleses e brasileiros.

Todos os dias, pontualmente às 5:00h, ele e seus hóspedes tomam um típico chá inglês com bolos, biscoitos, e ervas importadas da Inglaterra e Índia.

Para nós, que já moramos em Londres, foi como uma volta ao passado.

Em todas as conversas que tive com o Sr. Mason durante nossa estadia ali, tive a oportunidade de aprender muito sobre a caça e por incrível que pareça, sobre preservação do meio ambiente.

Este caçador de quase 2 metros de altura me ensinou muito através de outro ponto de vista.

Hoje, além de administrar sua pousada, o caçador de elefante e guerreiro de Angola escreve e desenha livros infantis, onde incentiva as crianças a cuidar da natureza.

O mundo é mais complexo do que imaginamos e temos que ter humildade para aprender com ele.

  • Pousada Solar do Inglês

Rua Cipriano Curvo, 142
Fone: (65) 301-1389
Website: www.chapadadosguimaraes.com.br

  • Restaurante Felipe - Ótimo serviço a la Carte

Praça da igreja Matriz, ao lado da igreja

Chapada dos Guimarães

  
  

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