Chegou o sogrão

Hoje fomos a João Pessoa buscar o Sr. Gumpei, meu sogro. Aproveito e faço aqui meu público protesto contra os funcionários da Itapemirim. Um desastre! Para começar, meu sogro foi informado (por escrito) que o ônibus dele SP – João Pessoa iri

  
  

Hoje fomos a João Pessoa buscar o Sr. Gumpei, meu sogro.

Aproveito e faço aqui meu público protesto contra os funcionários da Itapemirim. Um desastre! Para começar, meu sogro foi informado (por escrito) que o ônibus dele SP – João Pessoa iria chegar aqui às 8:30h.

Tivemos que acordar às 5 da matina para sair de onde estávamos para recebê-lo em JP. Quando chegamos na rodoviária, o funcionário disse que o ônibus chegaria por volta das 12:00h e que este era o horário certo.

Fizemos um passeio pela cidade e quando voltamos às 12 para a rodoviária, o ônibus não havia chegado. No guichê, os funcionários disseram que não sabiam de nenhum ônibus que estava vindo de SP.

Um marasmo total, eles nem olhavam para minha cara. Só quando comecei a anotar o nome dos incompetentes e falar grosso é que eles se dignaram a olhar no computador e descobrir que o famoso busão estava atrasado em duas horas.

É uma pena que uma companhia tão famosa, tenha funcionários tão incompetentes. Como não podia fazer mais nada, fomos almoçar e voltamos às 14 horas para encontrar meu sogrão.

No final deu tudo certo e ele já está conosco no Pégaso. Seja bem vindo!

Entre as idas e vindas à rodoviária, encontramos tempo para fazer turismo. João Pessoa é uma capital muito agradável, dá impressão que a cidade é muito maior do que o numero de seus habitantes (700 mil).

As ruas e as praias estão quase sempre vazias. A cidade é muito (mais muito mesmo) arborizada, Acho que ela é considerada a segunda capital mais arborizada do mundo.

De tudo o que vimos quero destacar dois lugares:
A igreja de São Francisco, datada do começo do século XVI é uma obra de belíssima arquitetura e riquíssimos detalhes.

Todo o seu teto é pintado com afrescos, uma obra de arte de dimensões gigantescas e de cores deslumbrantes. A igreja é ricamente ornamentada, mais uma capela no seu interior chamou nossa atenção, é a capela dourada.

Seu teto e seus altares são todos de madeira esculpida no estilo barroco e folheados a ouro. Na sacristia, outra surpresa.

Desenhada no piso há uma enorme cruz no chão feita de mirra. Conforme os sacerdotes passavam encima da faixa, o atrito dos pés liberava um perfume que preenchia toda a sala.

O mais impressionante é que, 400 anos depois, o artifício ainda funciona.

Além disso, outros lugares impressionantes da construção são: o côro, todo em jacarandá e datado de 1731, a fachada da igreja, que embora mal conservada ainda guarda muito de sua beleza original, as vigas do teto lavradas a machado (originais da primeira construção) e um museu de arte popular, com centenas de peças de artesanato vindas de todo o nordeste.

Um passeio gostoso, mesmo para quem não gosta de igrejas.

Do outro lugar que visitei eu falo amanhã.

  
  

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