CIGS

Sabendo que gostamos de animais, o Zilmar nos levou até o CIGS (Centro de Treinamento de Guerra na Selva). Ali se forma a elite dos oficiais encarregados de proteger as nossas fronteiras na Amazônia. Para que eles tenham um conhecimento mai

  
  

Sabendo que gostamos de animais, o Zilmar nos levou até o CIGS (Centro de Treinamento de Guerra na Selva).

Ali se forma a elite dos oficiais encarregados de proteger as nossas fronteiras na Amazônia.

Para que eles tenham um conhecimento maior sobre os animais da selva, a corporação construiu um grande zoológico e mantém ali exemplares das principais espécies da região.

O zoológico do Cigs também serve de apoio para recuperações de animais apreendidos pelo Ibama.

Lá conhecemos a Tenente Finardi, a veterinária do Zoo.

Ela nos mostrou todos os animais em exibição e também os que estão em reabilitação.

A maior surpresa foi o contato intimo que ela tem com as onças do Zoo.

Algumas delas são treinadas para servirem de mascotes nos desfiles da corporação e destas a Tenente se aproximava bastante, a ponto de receber lambidas na mão e no rosto.

Corajosa a moça, não! Conhecemos no Xingú uma onça pintada de 17 anos e uns 300 quilos.

Ela é a mascote oficial da corporação e estava deitada na grama escoltado por dois enormes PM’s. Incentivados pela veterinária, fizemos carinho no “bichano”.

Na minha vez, ela quis brincar e agarrou a minha mão com a boca.

A Tenente havia avisado para que se caso isto acontecesse, eu deveria ficar quieto e não puxar a mão, pois era só brincadeira.

Topei o joguinho, e não mexi nem um músculo.

Depois de algumas lambidas, ela soltou minha mão e deitou de lado para ganhar um carinho.

Se não fosse pelo risco de ficar maneta, achei a aventura interessante.

Depois fomos apresentados à uma oncinha de 5 meses, carinhosamente apelidada de “Gorda”.

O perigoso nela não era sua ferocidade e sim a falta de controle sobre sua força.

Às vezes, por brincadeira, ela poderia machucar facilmente um de nós.

A própria tenente tinha em um dos braços marcas de uma dentada deixada pela Gorda.

A Sandra criou coragem e passeou com a oncinha pelo Zoo, sob os olhares espantados dos outros visitantes.

O bom de andar com um bichinho destes é que ninguém vai mexer com minha mulher.

Depois, todos fomos até o gaiolão, que uma enorme jaula onde são soltos animais para filmagens e observação.

O Erick, a Ingrid e uma amiga dela, a Loreta, subiram em uma jaula de ferro e ficaram observando tudo lá de cima.

Eu e a Sandra ficamos embaixo fotografando e filmando os movimentos da oncinha.

De vez em quando ela fazia posição de ataque e avançava em nossas pernas dando pequenas mordidas.

Me senti como um grande e suculento osso diante de um cão feroz (guardadas as devidas proporções).

O Erick fazia careta e gritava para a onça de cima da jaula de ferro.

De repente, atraída pelos gritos, a onça subiu de um pulo só na grade e quis brincar com meu filhinho.

Ele ficou branco, azul, verde e amarelo. Parecia um camaleão mudando de cor.

Dissemos para ele ficar parado, que o filhote só queria brincar e ele assim fez.

Depois de algumas cheiradas, a onça desceu e foi procurar brinquedo mais interessante.

Apesar de uma experiência emocionante, em nenhum momento corremos perigo.

Tudo era controlado bem de perto pela experiente veterinária.

Valeu Cigs, valeu Ten. Finardi, foi uma experiência inesquecível!

  
  

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