Conhecendo a selva

O Fernando e Celina e seus filhos (o grupo de Fortaleza), bem como o Sr. Luiz foram embora cedo. A ilha tem um bom aeroporto o que facilita o transporte de turistas até Belém, são apenas 50 minutos de viagem. Ficamos somente nós no hotel junto com o Diego

  
  

O Fernando e Celina e seus filhos (o grupo de Fortaleza), bem como o Sr. Luiz foram embora cedo. A ilha tem um bom aeroporto o que facilita o transporte de turistas até Belém, são apenas 50 minutos de viagem. Ficamos somente nós no hotel junto com o Diego, o gerente, nosso guia e amigo. Saímos de voadeira e subimos o rio Jacaré, que dá acesso ao rio Amazonas. Depois de meia hora contornando o grande rio, entramos por um igarapé chamado de Pau Mulato ( o nome de uma árvore da região). Toda a ilha Mexiana é cercada de floresta equatorial, um pouco mais baixa que a floresta tropical, mais da mesma forma densa e repleta de animais. A medida que adentrávamos a mata, o igarapé ia ficando mais estreito e misterioso. O som dos pássaros e dos animais aumentava progressivamente. Era como entrar em um outro mundo, onde o bicho homem não tinha qualquer parte, qualquer direito. As vezes o barulho da voadeira assustava garças e ou jaburus que voavam a nossa frente por vários metros antes de pousar em alguma árvore alta. Fomos avançando lentamente até que ouvimos um barulho na mata. Eram macacos guariba atravessando o rio. Depois fomos surpreendidos por uma pequena preguiça que havia acabado de tomar banho. Não resisti e tirei-a do galho para mostrar para as crianças. Aquela carinha meiga encantou todo mundo e rendeu várias fotos. Mas não se engane, a garras da preguiça são muito fortes e afiadas e mesmo com movimentos lentos ela pode agarrar sua pele e fazer um bom estrago. Deixamos a dona preguiça de lado (eu acho que era fêmea) e continuamos subindo o rio. Ainda vimos vários pássaros, incluindo algumas araras vermelhas. Vimos também mais macacos, mas não conseguimos fotografar. De repente a selva se abriu e diante de nós apareceu um campo enorme cheio de búfalos. Estávamos no interior da ilha. O igarapé havia se transformado em um pequeno regato que serpenteava por dentro do pasto alagado. Havia aves por todo o lado, especialmente a alegres Piaçocas, as alvas garças e os espertos mergulhões. Os búfalos nos olhavam com atenção e desconfinça. Alguns mais assustados saiam correndo por dentro d’água provocando uma revoada ainda maior de aves. Fantástico! Não bastasse tanta beleza, tudo isto era emoldurado por um céu azul com poucas nuvens e um verde brilhante produzido pela plantas que sobrepujavam a altura do pasto alagado. Depois de algum tempo o Diego encostou o barco em uma pequena fazenda composta de vários currais e uma casa suspensa por palafitas. Descemos para conhecer Dona Irene e seus filhos, uma autêntica família marajoara. A casa era muito simples, com 4 cômodos e poucos móveis. Na varanda um fogão a lenha e alguns utensílios, na sala um banco grande e alguns alimentos espalhados pelas prateleiras. Por todas as paredes haviam redes enroladas, esperando somente pela noite para ocupar o seu lugar. A água é trazida do fundo da terra por um catavento e a luz é produzida por pequenas lamparinas a querosene. Uma vida muito simples, mais muito integrada a natureza. Ali cria-se búfalos, galinhas, porcos e há peixes em abundancia. Não bastasse tanta emoção, durante nosso caminho de volta pelo meio da mata, encontramos uma cobra Sucuri com 4 metros de comprimento. Eu nunca tinha visto uma cobra tão grande. Como ela estava próxima a uma área onde havia criação de animais, o Diego junto com seus ajudantes capturaram a cobra e a trouxeram para dentro do barco. Foi uma manobra tensa, mais também interessante. Ao ser presa pela cabeça a sucuri enrrolou-se me si mesma e ficou parecendo uma bola viva. Depois de uma seção de fotos, o Diego a levou de carro até um local afastado e a libertou perto da mata. Foi emocionante! Ufa, acho que por hoje chega, mais amanhã tem mais.

  
  

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