Conhecendo Manaus – Parte I

Manaus me surpreendeu de várias maneiras. Assim como descobrimos um nordeste rico e diversificado, também descobri que sou um completo ignorante em relação à região norte. A vantagem é que compartilho esta ignorância com a maioria dos bras

  
  

Manaus me surpreendeu de várias maneiras.

Assim como descobrimos um nordeste rico e diversificado, também descobri que sou um completo ignorante em relação à região norte.

A vantagem é que compartilho esta ignorância com a maioria dos brasileiros que não tem idéia do que é isto aqui.

Apesar de isolada por rios, Manaus é uma metrópole com mais de um milhão e meio de habitantes.

Só de carros são 250 mil. É uma cidade bem horizontal, com grandes avenidas e poucos prédios.

O trânsito é tranqüilo (se comparado a Belém), mas as ruas são um pouco desordenadas.

Isto acontece porque a cidade é cortada por inúmeros Igarapés, o que torna o traçado das ruas confuso.

Nada que um bom mapa não resolva. Tenho a impressão de que a cidade vive de ciclos.

Hoje é o turismo que atrai dinheiro para a cidade, mas há 100 anos atrás era o látex que trazia divisas para a região.

Para se ter uma idéia da dinherama que corria solta por aqui, Manaus foi a segunda cidade brasileira a ter luz elétrica.

Alguns prédios, com o belíssimo prédio da alfândega com seu lindo farol, foram importados tijolo por tijolo da Inglaterra.

O porto flutuante, construído por volta de 1900 e que é usado até hoje, também foi totalmente trazido do exterior.

Visitei também o famoso teatro Amazonas (1896), um símbolo do período da borracha.

Apesar da opulência externa do prédio, com sua cúpula ladrilhada nas côrtes nacionais, achei o recinto do teatro pequeno, ou pelo menos, menor do que eu esperava.

São 681 lugares divididos entre a sala principal e mais 3 andares de galerias.

O tamanho, porém, não diminui seu luxo e seus impressionantes detalhes.

Todas as peças foram importadas da Europa, menos as madeiras extraídas e trabalhadas na região.

Só o piso é composto de 12 mil peças encaixadas entre si, sem o uso de cola ou pregos.

Todo o teto é pintado com motivos regionais e a cortina do palco é feita de uma única peça com mais de 20 metros de largura e toda pintada a mão.

É impressionante. Outra curiosidade: todas as casas antigas foram construídas de costas para o rio e não de frente como era de se esperar.

Ninguém sabe porque isto aconteceu. Quem espera encontrar em Manaus tribos de índios na saída do aeroporto, ou canoas no lugar de táxis vai ficar decepcionado.

Como em qualquer outra cidade brasileira, os shoppings são o principal ponto de encontro da moçada (que não anda de cocar) e os restaurantes e bares garantem a diversão noite a fora.

O agito aqui acontece num local chamado Ponta Negra, onde tem até praia na estação mais seca do ano.

Ainda tenho muito o que aprender sobre o Amazonas e esta maravilhosa capital. Amanhã eu conto um pouco mais.

Fuiiiii!

  
  

Publicado por em

Alexandre

Alexandre

18/05/2012 13:26:58
Sou Manauara, e gostei do seu comentário,poi é a pura realidade, parabéns!!!!!!!!!

Iára

Iára

19/08/2009 20:15:06
voltando... vale a pena ver o Encontro das águas-Rio Solimões com Negro. Lindo, mas cuidado, tem barqueiro q leva vc somente no meio do caminho e diz que ali é o encontro e vc não vê a beleza do dois rios lado a lado

Iára

Iára

13/08/2009 12:14:25
A cidade de Manaus é mto suja e os pedestres nao tem vez nas ruas...motoristas avançam o sinal vermelho!!!!A guia do Teatro Amazonas afirma que Manaus foi a primeira cidade brasileira a ter luz elétrica