Conhecendo Manaus – Parte II

Manaus é conhecida em todo o Brasil por ser uma Zona Franca, ou seja, livre de imposto para produção de alguns produtos. Nos passados anos 80, muitas pessoas vinham até aqui comprar mercadorias para vender pelo Brasil, com a mesma freqüência que o

  
  

Manaus é conhecida em todo o Brasil por ser uma Zona Franca, ou seja, livre de imposto para produção de alguns produtos.

Nos passados anos 80, muitas pessoas vinham até aqui comprar mercadorias para vender pelo Brasil, com a mesma freqüência que os sacoleiros vão hoje ao Paraguai.

Com as mudanças na economia e no câmbio, as coisas não são vendidas mais tão baratas por aqui, mas a Zona Franca, com quase 600 fábricas, continua a todo vapor.

Na verdade, é isto que movimenta boa parte da economia local. Sem a Zona Franca, uma grande porcentagem da população ficaria sem emprego e por conseqüência causaria um desastre econômico na cidade.

Apesar de moderna e tecnológica, Manaus tem seu lado caboclo muito bem representado pelo mercado Adolpho Lisboa e pelo seu belo porto.

No mercado são vendidos todos os tipos de artigos, frutas e remédios.

Em uma estrutura de ferro datada do começo do século XX e que imita o antigo mercado de Les Halles em Paris, uma centena de barraquinhas vendem de tudo o que você pode imaginar.

Um dos lugares que paramos foi uma loja de artesanato original dos índios chamada Selva Amazônica.

Lá encontramos toda e qualquer espécie de utensílios e enfeites das diversas tribos do estado.

O dono, o senhor Antonio “Jacaré” e sua esposa, a Delcídia, nos mostraram tudo sobre o artesanato indígena e nos deram várias lembranças para levar para nosso futuro museu.

Outro lugar interessante é o mercado de peixes, situafo a poucos metros do mercado principal.

Nele, espalhados por enormes bancadas de azulejo e iluminado por dezenas de lâmpadas penduradas no teto, um batalhão de peixeiros oferece ao passante a pesca do dia. São Pirarucús, Tambaquis, Piranhas, Piraíbas, Tucunarés, Aruanãs e peixes que eu nunca vi na vida.

É uma festa para os olhos. Na parte de fora, barraquinhas vendem peixes assados na hora, servidos em palitos e acompanhados de açaí e farinha.

Eu acredito que é no mercado de cada cidade que você realmente conhece a verdadeira raiz de sua população.

Ali, em meio as pessoas comuns, a cheiros e cores, sem nenhuma maquiagem para encher os olhos do turista, você conversa e aprende com pessoas do povo os segredos da terra.

A visita aos mercados foi para mim um dos momentos marcantes desta visita a Manaus.

Quem vem para o norte e vai direto para os hotéis de selva, deixa de conhecer a parte mais rica da região.

Gostaria de escrever um pouquinho também sobre o porto, que assim como o mercado, é uma atração natural da cidade.

Mas o espaço ficou curto. Vamos deixar para manhã, OK?

  • Dicas:
  • Um ótimo guia para conhecer Manaus é o Zilmar, que nos acompanhou nestes dias.

Fone: (92) 641-7199 / 3088-3132

  • Selva Amazônica – artesanato original – Mercado Adolpho Lisboa, Box 40/41

Fone: (92) 232-9210 - Sr. Antonio “Jacaré”.

  
  

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