Deixando Mexiana

A praia do Urubu não é a única praia de areia de Mexiana. E para comprovar isto, embarcamos em uma aventura aérea. Na verdade, desta vez só fui eu, acompanhado do piloto, do Diego e de alguns outros hóspedes. Depois que todos se acomodaram

  
  

A praia do Urubu não é a única praia de areia de Mexiana.

E para comprovar isto, embarcamos em uma aventura aérea. Na verdade, desta vez só fui eu, acompanhado do piloto, do Diego e de alguns outros hóspedes.

Depois que todos se acomodaram e já estávamos prontos para partir, um dos motores se negou a funcionar.

Descemos todos. O problema era no motor de arranque, que por acaso era igual ao do Pégaso.

Nada muito complicado, o problema foi solucionado com uma simples chave de fenda.

“Espero que não tenha que fazer o mesmo conserto no ar”,brinquei, tentando descontrair o grupo já tenso.

O avião, um Islander é um dos mais confiáveis e com uma grande vantagem: pode voar a baixa velocidade sem nenhum problema.

Desta maneira pudemos conhecer toda a ilha Mexiana por cima, de um lado a outro.

Sobrevoamos várias praias e muita floresta. Na parte central, observamos uma revoada de guarás e outra de garças, além de centenas de búfalos e gado bovino.

Este foi só um aperitivo, no dia seguinte todos embarcamos pra valer em outro avião para nosso retorno a Belém.

Esta ilha vai deixar saudades, e muita. Não só pela beleza natural, mais principalmente pelos amigos que fizemos.

Fomos super bem recebidos não apenas pelo Diego e pelo Sr. Luiz, mais também pela própria comunidade local.

Um exemplo do carinho que sentimos pode ser representado pela atitude de Dona Dalva, a lavadeira.

Quando soube que eu estava com uma dor nas costas, se ofereceu para “puxar o nervo”, o que nada mais é do que fazer uma massagem muscular. Ela é a “puxadora” da vila e tem uma habilidade fantástica.

As suas mãos, auxiliadas por um milagroso óleo de Andiroba, solucionaram meus problemas.

Ela nunca cobrou nada e ainda se dispôs a voltar uma segunda vez para terminar o serviço.

Os amigos da fauna também deixaram saudades. Dentre preguiças, cobras e capivaras, elegi como representante da comunidade animal da ilha o “às vezes” simpático Hector, um Tuiuiú que vive nas cercanias do hotel.

No começo ele era um pouco arredio, abrindo as asas sempre que alguém chegava perto e fazendo um assustador barulho com o bico.

Com o passar do tempo, acabamos tendo um relacionamento mais pacífico.

O suficiente para gerar uma simpatia entre nós.

Good bye Hector! Adiós Diego! Até breve amigos!

Um dia (em breve) voltaremos.

  
  

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