Desculpem-nos pelo sumiço!

Olá amigos!! Em primeiro lugar, quero pedir desculpas pelo nosso site não ter sido atualizado nesses últimos dias e por não ter tido tempo suficiente para poder avisá-los de nossa ausência. Desde o dia 05 de junho, nosso servidor esteve em m

  
  

Olá amigos!!

Em primeiro lugar, quero pedir desculpas pelo nosso site não ter sido atualizado nesses últimos dias e por não ter tido tempo suficiente para poder avisá-los de nossa ausência.

Desde o dia 05 de junho, nosso servidor esteve em manutenção e ficou por todo este período sem poder ser atualizado. Mas agora estamos de volta, com mais eficiência e rapidez no acesso ao site.

Bem, sei que nesse meio tempo muitas coisas aconteceram.

Mas para o assunto não ficar sem um ponto final, tentarei resumir o que foram esses últimos dias, inclusive a visita a Juazeiro do Norte, onde paramos da última vez em que eu relatava em nosso diário de bordo.

Juazeiro do Norte é nacionalmente conhecida por ter sido fundada e administrada pelo Padre Cícero, que com certeza, é o nordestino mais conhecido e admirado de todos os tempos.

Admirado é pouco, ele é adorado. Padre Cícero nasceu na vizinha cidade de Crato em 1840.

Depois do seminário, ele foi trabalhar em Juazeiro, que naquela época era apenas uma pequena vila.

Com sabedoria e mão forte, ele fez crescer a cidade e aumentou seu poder econômico e político.

Os fiéis atribuem a ele vários milagres, inclusive o milagre da hóstia que se transformou em sangue várias vezes ao ser ministrada a beata Maria de Araújo em 1889.

Por isto o Padre Cícero foi expulso da ordem e seguiu a vida como administrador e político.

Hoje, quase 70 anos após sua morte, a cidade ainda vive em torno de sua figura.

Quatro vezes por ano milhares de pessoas fluem em romaria de todo o Brasil até os lugares de peregrinação.

Fomos conhecer alguns deles como a Capela do Socorro, onde estão enterrados seus restos mortais, a igreja matriz construída por ele e a enorme estátua de 25 metros no meio de um horto no alto da Serra Grande.

Ali, além da estátua, existe um museu vivo, onde réplicas em cera mostram o dia a dia do “Padim Ciso”, como ele é chamado entre seus fiéis.

Durante nossa visita, vimos também várias salas de milagres, onde pessoas que afirmam terem recebido alguma graça através do padre, deixam fotos, vestidos, e membros do corpo esculpidos em madeira em gratidão ao santo.

O mais interessante é que a Igreja não aceita a santidade do padre e ainda não revogou a sua expulsão da ordem.

No entanto, ela incentiva a adoração ao Padre Cícero e ganha muito com isto. Um contra-senso.

Ou ele é um santo católico ou não. A igreja vai ter que decidir.

Nós pessoalmente não cremos, mas respeitamos a fé daqueles que devotam suas orações a ele.

Quem sou eu para questionar a razão destas pessoas? Acho que a tolerância é a base para a paz.

E afinal, é isto que o mundo mais precisa hoje.

  
  

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