Dia a dia

O quê? Vocês pensam que é só viajar e curtir o tempo todo? Negativo, a vida aqui também tem as dificuldades do dia a dia. Como eu escrevo muito sobre os lugares e passeios que fazemos, pode ser que vocês tenham a errada impressão que a vida nesta

  
  

O quê? Vocês pensam que é só viajar e curtir o tempo todo?

Negativo, a vida aqui também tem as dificuldades do dia a dia. Como eu escrevo muito sobre os lugares e passeios que fazemos, pode ser que vocês tenham a errada impressão que a vida nesta expedição é uma moleza.

Hoje vou abrir o jogo e contar os “segredos da Família Goldschmidt”, tcham, tcham tcham tchammmmm!

Por exemplo, para cada dia fora (fazendo reportagens), nós passamos dois dias trabalhando dentro do mortorhome, cuidando de pequenos consertos, cuidando da roupa, da cozinha e principalmente do material produzido pelas saídas a campo.

Como escrevemos, filmamos e fotografamos para vários veículos de comunicação, temos que pôr todo o material produzido em ordem e devidamente descrito, para que os outros possam entender.

Só o diário de bordo me consome mais de 1 hora e meia, entre escrever, manipular as fotos e enviar para o nosso escritório, que por sua vez vai fazer a atualização.

Além disso, desde o dia 04 último as crianças estão em aula, o que representa mais 3 horas de trabalho por dia para toda a família.

Por favor, não me entendam mal, eu não estou reclamando e sim apresentando uma realidade. Existe várias vantagem também, por exemplo, hoje eu estou escrevendo e a Sandra lavando roupa, enquanto as crianças estão limpando o carro e depois vão estudar.

A diferença é que todos estamos fazendo isto na beira do Rio Paraguaçú, um lindo curso de água que desce direto da Chapada Diamantina (que também faz parte da nossa paisagem).

No final da tarde, vou tomar um banho de rio e depois ler um pouco. Afinal, não somos de ferro.

  
  

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