Embarque para Porto Velho

Depois de quase um mês em Manaus, finalmente chegou a hora de dar meia volta no Pégaso e apontá-lo para o sul. O embarque na balsa que nos levará a Porto Velho não contribuiu muito para isto,pois tive que embarcar de ré, com o Pégaso virado para o

  
  

Depois de quase um mês em Manaus, finalmente chegou a hora de dar meia volta no Pégaso e apontá-lo para o sul.

O embarque na balsa que nos levará a Porto Velho não contribuiu muito para isto,pois tive que embarcar de ré, com o Pégaso virado para o Norte.

Mas depois de alguns minutos, aí sim, a balsa virou e começamos a descer o rio Madeira rumo ao sul.

Muitos já haviam me falado sobre a subida do Madeira em época de seca, dos seus perigos, das muitas pedras e dos jacarés.

Minha confiança ficou ligeiramente abalada quando encontrei com o comandante logo na primeira manhã a bordo.

Ele me contou que sua mulher havia morrido há exatamente um ano, em um acidente neste mesmo local.

O barco dela afundou no meio de uma tempestade e até hoje não acharam seu corpo.

Vendo minha cara de espanto, ele me garantiu que as balsas são infinitamente mais seguras que os barcos de passageiros, conhecidos como barcos regionais.

Estes sim são perigosos, pois na maioria dos casos estão sempre super lotados e fora das especificações.

Para nossa sorte, sobraram algumas vagas na balsa, o que nos permitiu um pouco mais de conforto.

Abrimos o toldo para termos um pouco mais de sombra.

O único incômodo (fora o calor) eram os motores de refrigeração de alguns caminhões que ficavam ligados o dia inteiro. Logo entramos no ritmo da tripulação.

Acordar cedo (6:00h), almoçar cedo(11:00h) e jantar cedo (17:00h).

Entre estas supremas atividades, preenchemos nosso tempo escrevendo e estudando.

O Rio Madeira não é tão interessante como o Amazonas, apesar de ser muito bonito.

Mesmo assim, dedicamos algum tempo para observar as margens e a selva.

Bem, por hoje é isso. Amanhã eu conto mais.

  
  

Publicado por em