Escalada e fósseis

Esqueci de dizer que ontem mudamos de hotel e de país. Sim, porque saímos do Solar do Inglês e fomos para o Hotel Turismo, dirigido por uma família alemã, o casal Half e Edela. O Hotel Turismo foi também o primeiro hotel de toda a Chapada.

  
  

Esqueci de dizer que ontem mudamos de hotel e de país.

Sim, porque saímos do Solar do Inglês e fomos para o Hotel Turismo, dirigido por uma família alemã, o casal Half e Edela.

O Hotel Turismo foi também o primeiro hotel de toda a Chapada.

Plin, Plin! Intervalo. Minuto da Currrrtura!

Você sabia que a Chapada dos Guimarães já foi o maior município do mundo?

Ele se estendia desde a divisa com Cuiabá até a divisa com o estado do Pará, a 700 km de distância.

Plin, Plin, voltamos a nossa programação normal...

Ontem também fomos conhecer a Complexo Cachoeirinha, que fica numa área próxima do parque nacional.

Um lugar super agradável, com restaurante e uma bela cachoeira como paisagem. Adivinha se eu não nadei?

Hoje saímos com nosso simpático casal de guias e fomos escalar o morro de São Gerônimo.

O parque, que agora tem uma nova administração, nos concedeu uma autorização especial para irmos de carro até perto da base do morro.

A estrada estava ruim e em alguns pontos, quase está sendo levada pela água. Paramos muito para tirar fotografia.

Paramos na Casa de pedra, uma caverna de arenito escavada por um rio e que já foi cenário de uma famosa novela.

Este parque é ainda mais lindo do que eu imaginava. É uma mistura de Vila Velha, Sete cidades e Chapada Diamantina.

Paramos o Kangoo a 1 Km da base e seguimos a pé por dentro de uma mata. Depois de algum tempo, a subida começou pra valer.

Era forte e bem íngreme, com muitas pedras soltas. A trilha acabou entre duas pedras que tinha um penhasco entre elas, e a partir daí começa a subir pelas curvas de nível e a escalar literalmente as pedras.

Uma atenção especial foi dada a Ingrid para que ela não se machucasse. Já bastava o Erick ter ficado trancado no hotel o dia inteiro. Nem ele gostou.

Subimos com algum esforço e muito equilíbrio, e depois de mais meia hora já estávamos no topo, em uma área redonda, grande e plana.

De lá podíamos avistar toda a área da Chapada até Cuiabá. Lindo!

Mexendo nas pedras que formam o morro, descobrimos fósseis de conchas e caramujos.

Queríamos gastar mais tempo nesta exploração, mas um enxame de moscas, mosquitos e muriçocas tomaram conta do pedaço e começaram a nos incomodar bastante.

Nem repelente funcionava. Com uma asa, os insetos tapavam o nariz e com a outra voavam.

Vencidos pelos minúsculos donos do pedaço, começamos nossa descida e o retorno para a cidade.

Depois de um banho, fomos experimentar um delicioso jantar no restaurante Mestrinho, do Thomas.

Um cara muito gente boa que junto com sua família comanda este pequeno, porém freqüentado restaurante.

Durante o jantar, recebemos a visita da Salvina (da Secretaria de Turismo do Estado) e do Daniel, um dos melhores violeiros de Mato Grosso.

Ele é pesquisador e especialista em Viola de Cocho, um instrumento típico do estado.

Diferente das violas tradicionais, ela é escavada em um grande pedaço de madeira como se fosse um cocho de alimentar animais.

Ela não tem aquela abertura dos violões tradicionais e tem um som muito característico. Nela é tocado o Rasqueado, um ritmo mato-grossense que tem influências paraguaias e gaúchas.

Ele deu um show e ficamos um bom tempo escutando a boa música de Mato Grosso.

  • Hotel Turismo

Rua Fernando Corrêa da Costa, 1065 - Chapada dos Guimarães, MT
Fones: (65) 301-1176 ou 301-1384
Fax: (65) 301-1383

  • Restaurante Mestrinho

Rua Quinco Caldas, s/nº
Fone: (65) 9957-2113

  • Felipe Restaurante

Rua Cipriano Curvo, ao lado da igreja Matriz
Fone: (65) 301-1793

  
  

Publicado por em