Estrada de Ferro Madeira-Mámore

Curiosos, né? Acho que vocês acordaram bem cedo e foram direto ao site para saber o que aconteceu ontem a noite. Bem, vou contar. Descobri que aqui em Porto Velho estão vivendo dois primos meus, o Milton e o Rui. Conseguimos o telefone del

  
  

Curiosos, né? Acho que vocês acordaram bem cedo e foram direto ao site para saber o que aconteceu ontem a noite. Bem, vou contar.

Descobri que aqui em Porto Velho estão vivendo dois primos meus, o Milton e o Rui.

Conseguimos o telefone deles e nos reencontramos depois de 3 anos.

Foi muito legal. Fomos juntos para uma lanchonete e botamos toda a conversa em dia.

Depois de 6 dias comendo a comida do navio (ou quase isto), me deliciei com um hambúrguer rodeado por batatas fritas e uma pizza brotinho.

Hummmmmmm! Foi um banquete para mente (a conversa) e para o estômago.

Também não contei sobre a estrada de Ferro Madeira- Mámore que fomos visitar ontem. Vou resumir.

No começo do século passado, o Brasil comprou o Acre da Bolívia e se comprometeu a construir um estrada de ferro que escoasse a produção agrícola daquele país, principalmente a borracha.

Foi então planejada uma estrada de 337 quilômetros que transporiam o trecho mais acidentado do rio Mámore e Madeira e que traria os produtos para serem embarcados em Porto Velho.

Depois de muitas tentativas, milhões de dólares gastos e mais de 6 mil trabalhadores mortos, a estrada de Ferro Madeira- Mámore ficou pronta em 1914.

Devido ao alto custo em vidas humanas, foi logo apelidada de Ferrovia da Morte.

Com a queda no preço da borracha, a ferrovia entrou em concordada 4 anos após a sua inauguração e em pouco tempo depois foi abandonada.

Hoje, quase 90 anos depois, a floresta já tomou de volta boa parte do que lhe foi tomado.

Trilhos, máquinas e caixas d’água servem hoje como morada de macacos e tocas de onça.

Uma gigantesca estação e uma enorme oficina estão completamente abandonadas no centro de Porto Velho.

Locomotivas centenárias, tornos e até um guindaste inglês estão ali apodrecendo.

Uma parte da nossa história e de nossa dívida externa entregues ao abandono. Uma vergonha!

As crianças aproveitaram o parque de diversão gigante e brincaram pra valer.

O Erick se encantou com um girador de locomotiva, uma peça engenhosa.

Equilibrando a locomotiva numa espécie de gangorra com trilhos apoiada em um minúsculo ponto central, é preciso somente um homem para mover uma estrutura de dezenas de toneladas e mudar a direção das locomotivas e vagões.

Há também um museu no local, mas infelizmente estava fechado.

Outro ponto interessante de Porto Velho e que mostra toda a opulência do ciclo da borracha são as três caixas d’água de ferro, importadas em kits dos EUA.

Na época, elas custaram uma fortuna e hoje só servem como monumento.

Melhor seria se todo este acervo fosse recuperado e apresentasse ao público de forma organizada o que foi o ciclo da borracha e o desbravamento do estado de Rondônia. E tenho dito!

  
  

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ALDA MIRANDA

ALDA MIRANDA

20/08/2009 15:28:16
Mesmo com os "tais" projetos do PAC presentes e "visíveis" em nossa cidade de PVH, sabemos que é impossível o retorno dos 364 km de trilho, mas pelos os 07 km que faziam a nossa alegria nos finais de semana como passeio turístico no percurso de Santo Antônio a PVH, esperamos que volte e logo, bem a revitalização de todo o complexo da EFMM que não pode continuar como um "monte" de ferro velho, que não possui uma história, ao contrário representou toda a economia do II império.
ALDA MIRANDA.

Família Goldschmidt

Família Goldschmidt

Faço votos para que voltem os 7 kms e uma pouco mais. Vale a pena!
Michel

Michel

21/07/2009 12:10:06
Em 1966,se lembro bem do ano,foi um dos ultimos a viajar nos trens da Madeira Mamorè.Os militares estavam construindo a estrada que ia substituir a ferrovia.As fotos preto e branco,uma lebrança unica da ferrovia,unica que quemava lenhas e nao carvao.Uma raridade.Pela primeira vez entrei numa selva que nunca tinha entrado homen na estrada que estavam preparando.Michel

Abel Sidney

Abel Sidney

28/02/2009 08:20:15
O complexo turístico Estrada de Ferro Madeira Mamoré está em obras. É possível (e desejável) que ainda neste ano de 2009, possamos novamente receber visitantes sem passarmos vergonha, por conta do estado de abandono em que a EFMM foi relegada durante muitos anos.

Família Goldschmidt

Família Goldschmidt

Espero que este pedaço da história do Brasil em breve seja restaurada e que possamos um dia ir visita-la e entender melhor sua história Abraços Peter
Ricardo Rodrigues Barboza

Ricardo Rodrigues Barboza

10/01/2009 18:44:14
acho que para a madeira mamore receber turismo temos que
conservar mais a nossa praça da estrada se deixarmos acabar so vai haver fotografias temos que honrar a memoria de quem deu a vida por esta estrada que hoje esta se acabando.