Blogs > Família Goldschmidt > Expedição Giro pela América >Fazenda FlecheirasDepois do acidente, apesar do ar pesado na fisionomia de todos, seguimos nossa viagem em direção a fazenda Flecheiras. O humor só melhorou quando fizemos um outro resgate a alguns quilômetros a frente. Desta vez foi um porquinho que não c20 de Setembro de 2003. Publicado por Família Goldschmidt Depois do acidente, apesar do ar pesado na fisionomia de todos, seguimos nossa viagem em direção a fazenda Flecheiras. O humor só melhorou quando fizemos um outro resgate a alguns quilômetros a frente. Desta vez foi um porquinho que não conseguiu atravessar o rio. Batizamos a leitoazinha de “Salva-te a mim”. Depois de subir o rio até onde pudemos, pulamos para terra e começamos a parte mais difícil de nossa viagem, a cavalgada. Não que eu não goste de cavalos, gosto muito. Mas ele lá e eu aqui. Devo confessar que as minhas partes “sentantes” não estão muito preparadas para tamanho esforço. Quatro horas em sela marajoara, mais dura do que a de passeio. Mas fazer o que? Para conhecer coisas diferentes é preciso fazer alguns sacrifícios. Seguimos por uma enorme planície, ora passando por pasto seco, ora por imensas áreas alagadas. O cavalo marajoara é especialmente adaptado a estas condições extremas. Pequeno, porém muito forte, ele enfrenta bem o solo acidentado da ilha. Com o passar do gado pela terra úmida, são formados enormes buracos e rachaduras que quando secam são um enorme perigo. Este solo gretado tem o nome de Terroada. Depois de três horas de muito paisagens chegamos a Fazenda Tabera, vizinha do nosso objetivo. A Tabera já foi uma das mais ricas fazendas da região e possui uma bela sede e uma bela igreja com uma torre muito alta, que pode ser vista a quilômetros de distância. Ali nós descansamos e tivemos a oportunidade de conhecer uma das mais belas e completas coleções de cerâmica marajoara que eu já havia visto. Depois de refeitos, cavalgamos os últimos quilômetros que nos separava da fazenda Flecheiras. Assim que chegamos, descarregamos a bagagem e sem cerimônia deitamos de barriga numa cama macia. Ai, ui, aiaiai!! Era este o diálogo entre eu e a Sandra. Enquanto nós dois sofríamos com dores por todo lado, as crianças pareciam que tinham acabado de acordar. Corriam por todo lado e perguntavam se iríamos andar de cavalo novamente. Êta saudades do meu tempo de menino, sô! |
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