Fósseis de Crato

Depois de passar um mês sem ir a igreja (por falta de igreja e não de vontade), fomos louvar ao Senhor no sábado pela manhã. Como ainda estamos sem o Kangoo, fomos de carona. Na parte da tarde fomos até a vizinha cidade de Crato para conhecer um p

  
  

Depois de passar um mês sem ir a igreja (por falta de igreja e não de vontade), fomos louvar ao Senhor no sábado pela manhã.

Como ainda estamos sem o Kangoo, fomos de carona. Na parte da tarde fomos até a vizinha cidade de Crato para conhecer um pouco mais da região.

Crato é uma cidade antiga e conhecida por ser a terra natal de Padre Cícero. Há uma rivalidade muito grande entre Crato e Juazeiro.

Não entendi bem porquê, mas algumas pessoas me contaram uma história sobre uma guerra que teria havido entre as duas cidades no início do século passado, por conta do crescente poder conquistado por Juazeiro.

Seja como for, não vim aqui atrás de guerra e sim de fósseis.

A cidade de Crato, junto com Santana do Cariri e Nova Olinda, fica no sopé da Chapada do Araripe, um região que no passado foi uma bacia sedimentar, um braço de mar dentro do continente.

Por isto, aqui são encontrados fósseis de peixes, crustáceos e plantas com extrema facilidade, praticamente a flôr da terra.

Tanta facilidade e abundância fez com que a região se tornasse um centro de contrabando de fósseis.

Muitos estrangeiros vêm para cá, compram fósseis milenares por alguns poucos reais e vendem por uma verdadeira fortuna no exterior.

Uma atividade ilegal que tem sido combatida pelo Depto. Nacional de Produção Mineral – DNPM. A principal arma usada aqui no Ceará tem sido a educação.

A conversa pessoal com os nativos da região tem surtido mais efeito para coibir o tráfico do que a repressão armada e a cadeia. É... o Brasil está mudando!

Uma das pessoas que conhecemos no Crato e que ajudam a coibir o tráfico pela educação é o Sr. José Artur, chefe do DNPM na região. Além de fiscal, ele dirige um lindo museu com centenas de amostras de fósseis.

Vimos fósseis de peixes em prefeito estado, dentes de mastodontes e placas de calcário com pequenos animais impressos em carbono.

O que mais me chamou a tenção no museu foi um caranguejo petrificado. Fantástico! Eu recomendo.

Passamos toda a tarde com o Artur aprendendo um pouco sobre paleontologia e geologia.

Foi tanta conversa que quase perdemos as fotos que iríamos fazer do alto da chapada.

Saímos correndo e ainda deu tempo. Conseguimos pegar o sol iluminando parte do paredão e das cidades da planície.

Afinal, amanhã vamos embora e não teremos tempo de ver mais nada.

Só para vocês saberem, o Museu de fósseis do Crato está localizado na praça matriz da cidade.

  
  

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