Ilhas Ballestas e tubulares no deserto

Ontem foi Sábado e aproveitamos o dia para descansar. De manhã fomos à igreja, como fazemos todas as semanas e a tarde descansamos sem nenhum compromisso. Descansar uma vez por semana (aos Sábados) tem sido uma bênção para nós, é assim que temos con

  
  

Ontem foi Sábado e aproveitamos o dia para descansar. De manhã fomos à igreja, como fazemos todas as semanas e a tarde descansamos sem nenhum compromisso. Descansar uma vez por semana (aos Sábados) tem sido uma bênção para nós, é assim que temos conseguido recarregar nossas energias para a semana seguinte.

Família Goldschmidt

No entanto, na sexta, foi um dia cheio de atividades.

Dormimos no oásis de Huacachina em Ica e saímos bem cedo em direção a Paracas (50 kms), a mais importante reserva marinha do Peru. Embarcamos em uma lancha para conhecer as ilhas Ballestas, um santuário da vida selvagem. No caminho, fizemos uma parada para conhecer o “Candelabro”, um gigantesco desenho de 70 metros de altura feito na encosta de uma montanha. Ninguém sabe quem o fez, nem porque, só sabem que esta lá a mais de 500 anos. Por causa da terra calcinada, a ausência de chuva e da direção do vento a figura que parece um cactus, continua lá e serve como referência e guia para os pescadores da região.

Seguimos mais 15 minutos no barco até uma das Ilhas Ballestas, que como disse é uma reserva marinha. Ali, milhares, isto mesmo, milhares de aves se reúnem para se acasalar e criar seus filhotes. Nunca havia visto tantas aves juntas. Em alguns lugares não se via nem o chão, apenas uma massa negra que se movia de um lado para o outro. No céu, bandos e bandos de aves voam em todas as direções. Algumas em formações em V, outras de modo aleatório. Pelicanos, gaivotas, cormoranes, enfim, um grande número de espécies dividindo os mesmos rochedos. A ilha é formada por um basalto vermelho, coberta por uma capa branca de excrementos de aves, este, chamado de Guano, um dos fertilizantes mais eficazes do mundo e também um dos mais caros. São tantas aves (e tantos excrementos) que o Guano já foi, no passado um dos principais produtos de exportação do país. Hoje como as ilhas são protegidas e o governo só retira o Guano a cada 10 anos para evitar estress nas aves. Além das aves, as ilhas Ballestas, também são o lar de uma grande colônia de leões marinhos e pingüins de Humboldt. Estes pingüins, menores do que os pingüins de Magalhães, só conseguem viver nesta latitude devido a corrente de Humboldt, um corrente fria que vem desde a Antártida seguindo a costa oeste da América do Sul. Esta corrente é rica em fitoplanctons, nutriente capaz de atrair grandes cardumes de peixe. Estes peixes, por sua vez atraem as aves, os lobos e os pingüins. Terminado esta cadeia (de atração), estes animais atraem nós, os turistas, prontos para registrar com nossas câmeras as belezas naturais da reserva de Paracas.

Terminado nosso tour, fomos até a cidade de Pisco, a que mais sofreu com o terremoto de 2007. Visitamos alguns bairros e vimos que um ano depois da tragédia ainda há muito o que fazer. Ruas cobertas de entulhos, prédios com rachaduras e famílias vivendo em casas improvisadas são um retrato dos bairros mais atingidos. Creio que levará anos para reconstruir o que o terremoto levou minutos para derrubar.

Almoçamos em Chaco, um porto próximo a Paracas que também foi bastante afetado pelo tremor de 2007. Aqui, no entanto as obras estão a todo vapor e uma animada praça de alimentação está sendo construído na praia. Enquanto aguardávamos o almoço eu e o Erick aproveitamos o tempo para dar almoço aos pelicanos que passavam pelo local.

No meio da tarde resolvemos conhecer o deserto por dentro. Para isto, embarcamos em veículos preparados para a areia chamados aqui de “Tubulares”. O Peru tem 2.700 kms de costa e grande parte dela coberta por desertos. Na sua maioria os desertos são rochosos ou de terra, mas aqui em Paracas, devido a vento constante formam-se grandes dunas de areia. Pensei que seria um passeio tranqüilo pelas dunas. Ledo engano. Perto do que fizemos com estes carrinhos a montanha russa do Hopi Hari parece um carrossel. O “Tubular” subiam em alta velocidade as imensas dunas de areia, somente para descer (ainda em grande velocidade) dezenas de metros do lado oposto. Só vendo par crer. A habilidade do Mário, nosso piloto e dono da empresa, nos impressionou. Em determinado momento ele desceu conosco (para nosso pavor) uma duna de 150 metros em diagonal. Eu tinha a impressão de que o carro iria capotar a qualquer momento. Mas não, tudo foi calculado e planejado com antecipação. Apesar da extrema emoção os riscos são mínimos. Quando pensamos que tudo havia terminado, paramos no alto de uma grande duna e o Mario nos entregou pranchas de Sandboard. Todos descemos sentados e a uma grande velocidade. O Erick e a Ingrid tentaram descer em pé, mas tomaram tombos homéricos. Gravei tudo em vídeo e depois mostro para vocês. Para terminar o passeio eu, a Sandra e o Erick descemos uma duna ainda maior, que tinha uns 140 metros de altura. Atingimos uma velocidade de 60 kms por hora sentados em cima das pranchinhas. Todos chegaram sãos e salvos. Vocês precisam experimentar!

Depois deste passeio passamos por Ica onde tivemos que fazer uma limpeza nas câmeras. Saiu caro, mas era necessário depois de tanta areia. Chegamos em Nazca às 10 da noite, jantamos e fomos dormir. Como disse no inicio, hoje descansamos e amanhã vamos explorar a região. Até lá!

Abraços

Peter Goldschmidt - www.familiagold.com.br

A Família Goldschmidt tem o apoio das seguintes empresas:

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Família rumo ás Ilhas Ballestas
Candelabro
Descendo as dunas
Família no deserto
Ilhas Ballestas
Pinguins de Humbolt
Lobo marinho
Terremoto em Pisco
Ingrid goldschmidt
  
  

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