Índios Bakairis

No dia que chegamos recebemos alguns presentes feitos pelos índios Bakairis, que tem uma reserva dentro do município. Como não havíamos visitado nenhuma aldeia durante esta expedição, resolvemos quebrar o jejum e conhecer a tal tribo. O ca

  
  

No dia que chegamos recebemos alguns presentes feitos pelos índios Bakairis, que tem uma reserva dentro do município.

Como não havíamos visitado nenhuma aldeia durante esta expedição, resolvemos quebrar o jejum e conhecer a tal tribo.

O casal Marina e José nos acompanharam junto com a Nadir.

Foram mais de 150 km de terra até chegarmos a aldeia, um conjuntos de casas retangulares de taipa, construídas em volta de um campo aberto também retangular.

Assim que chegamos, fomos cercados pelos índios que já estão bem aculturados (a cultura do branco).

Apesar disto, gostei de ficar sabendo que eles ainda preservam seu idioma nativo e que têm recebido um grande incentivo da FUNAI para ensiná-lo às crianças.

Recebi até uma cartilha usada para ensinar o Karib (idioma dos Bakairis). Na aldeia, todos usam o Karib no seu dia a dia.

Havia uma casa diferente, redonda, no meio da aldeia, onde só poderiam entrar os homens.

Enquanto a Sandra e a Ingrid ficavam morrendo de curiosidade, eu e meu filhão fomos conhecê-la por dentro.

Não havia nada ali, mas era o local onde os homens se preparam para as festas.

A Sandra logo fez amizade com uma das índias, a esposa do Cacique.

Ela nos mostrou sua casa e seus costumes. A casa é simples, com 3 cômodos.

Uma sala com cadeiras de ferro e uma pele de onça na parede. Ao lado, dois pequenos quartos.

Não existem móveis, somente algumas redes e objetos pendurados na parede.

A cozinha fica em uma casa separada.

Ali se cozinha a lenha e em algumas raras ocasiões, em um velho fogão a gás.

A comida é simples, e os utensílios também. Visitando outras casas, vimos muitas pessoas fazendo artesanatos, uma das principais fontes e renda das famílias.

A Marina e o José ajudam voluntariamente os índios em várias coisas, inclusive a vender os artesanatos na cidade.

Fazem um trabalho que muitos se recusam a fazer.

Hoje na região de Santana, existem apenas 280 Bakairis, divididos em duas aldeias.

Foi muito importante para nós conhecê-los, pois conversando com eles conseguimos entender um pouco mais de sua cultura, que é muito diferente da nossa.

O conhecimento é bom para termos respeito pelos primeiros habitantes da terra.

Veja uma frase na língua Karib:

Âduguedâin duaâ Mãani mera paikâ aituo kurâdo modo myani pôi chuguem-ro warâ, tala mãani paikâ, aituho âdura egãe, o peba poi duaâpa.

Sabe o que quer dizer? Eu também não! Eu copiei da cartilha da escola.

Nobres

  
  

Publicado por em