Índios e Toré

Hoje fomos até a cidade (estamos a 20 km da sede do município) e apresentamos nossa palestra “Água + Cloro = Saúde” para um grupo de professores e agentes de saúde. Desta vez não havia crianças e nosso objetivo era preparar estes profi

  
  

Hoje fomos até a cidade (estamos a 20 km da sede do município) e apresentamos nossa palestra “Água + Cloro = Saúde” para um grupo de professores e agentes de saúde.

Desta vez não havia crianças e nosso objetivo era preparar estes profissionais para implantar a campanha na cidade.
Foi um sucesso.

Como vimos em todo nordeste, a população tem pouca informação e muitos preconceitos em relação ao uso da água sanitária e do Hipoclorito de sódio na purificação da água.

Isto faz com que as pessoas tomem a água in natura, sem a preocupação de eliminar dela todos os agentes contaminadores.

As pessoas ainda confundem água limpa com água potável e por isto ficam doentes com mais freqüência.

Você sabia que todos os dias morrem 20 crianças menores de 5 anos vítimas de doenças transmitidas pela água?

É verdade, e são exatamente estas mortes que trabalhamos para evitar. Espero que a Campanha em Rio Tinto e nas outras cidades por onde passamos possa surtir o efeito desejado.

Depois da palestra fomos assistir a uma apresentação do Toré, uma dança que representa um ritual feito pelos índios Potiguar (ou Potiguara) da aldeia Jaraguá.

Dentro de Rio Tinto há duas aldeias, mas na vizinha cidade de Baia da Traição existem muito mais.

Os índios de Rio Tinto são mais urbanizados e perderam grande parte da sua tradição e costumes.

Afinal são quase 500 anos de convivência com o homem branco. Na Baia da Traição as tradições são um pouco mais preservadas, pois há um acompanhamento mais próximo da Funai.

Apesar disto, a dança do Toré em Rio Tinto foi uma boa demonstração da cultura e identidade dos Potiguar.

OBS: Uma nota histórica. Dizem que foi na Baía da Traição que dois marujos de Américo Vespúcio foram literalmente comidos em 1501, na primeira demonstração dos costumes antropofágicos dos índios brasileiros.

Dizem que as mulheres atraíram os dois jovens para a praia e depois de alguns afagos, bateram neles com um takapi e o levaram desacordados para o alto de uma colina onde os homens da tribo estavam escondidos.

Ali sem cerimônia, os Potiguares teriam repartido e comido os dois pobres coitados.

Foi realmente uma integração das duas culturas, uma vez que uma boa parte da cultura Portuguesa foi parar no estomago da cultura Potiguar.

Daí o nome do lugar, Baia da Traição.

  
  

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