Maras, Moray e bicicleta no Vale

Saímos cedo para subir uma das encostas do vale. Fomos atrás de dois lugares pouco visitados por quem vem ao Peru e ao Vale Sagrado. O primeiro deles foi Moray, um centro de pesquisa agrícola Inca.

  
  

Saímos cedo para subir uma das encostas do vale. Fomos atrás de dois lugares pouco visitados por quem vem ao Peru e ao Vale Sagrado. O primeiro deles foi Moray, um centro de pesquisa agrícola Inca. Quem visita estas ruínas pela primeira vez, tem a impressão que se trata de um discoporto, isto por ela ter o formato de um disco. São dezenas de terraços circulares e concêntricos, todos feitos de pedra. Os Incas usavam estes terraços para fazer pesquisas sobre as plantas que cultivam e que traziam de outros lugares. Usando variações de terraços eles podiam mudar a altitude, a umidade, clima e a temperatura. Desta forma eles podiam determinar em que parte do seu reino estas plantas produziriam melhor. Estes Incas sabiam fazer as coisas.

Ponte

Depois de caminhar muito em Moray, atravessamos vários campos cultivados com batatas,

nabos e milho até chegar às Minas de sal de Maras. Chegamos a um vale repleto de piscinas cobertas de sal. Não estava tudo branco como nas fotos que vimos, pois a temporada de produção na salina é de Abril a Outubro. Como estamos em Dezembro, tudo estava vazio e abandonado. Neste vale nasce um rio de água salgada (69% de Cloreto de Sódio) que é represado em mais de 5 mil piscinas de barro. Nestas piscinas o sal é extraído pelo processo de evaporação. Isto acontece aqui desde o século XII. Hoje cerca de 200 famílias se beneficiam desta atividade. Carmen, nossa guia sugeriu que descêssemos a pé pelo vale até o rio Urubamba. Animados pela beleza do vale, topamos e fizemos uma linda caminhada por um lugar surrealista.

Almoçamos em Urubamba e na parte da tarde resolvemos conhecer o Vale Sagrado de outra maneira,

de bicicleta. Saímos do Hotel Sol e Luna guiados pelo Moyses. Seguimos por pequenas trilhas que passava por comunidades rurais. Atravessamos canais de água, ruínas de um palácio Inca, igrejas, vales floridos e centenários terraços de cultivo. O Vale sagrado é cheio de surpresas. Valeu a pena ficar com as pernas doloridas.

O Vale Sagrado, bem que poderia ter este nome devido sua beleza. Seu nome já estaria bem justificado.

No entanto, esta denominação vem desde a época do império Inca. Este povo tinha na Via Láctea suas principais constelações, como por exemplo a do Sapo, da Lhama, da Serpente e do Condor. Acontece que o Rio Urubamba exatamente na mesma posição da Via Láctea, como se fosse um espelho da mesma. Assim, os Incas entendiam que o Vale era o reflexo do céu (Via Láctea) na terra. Por isso o nome de Vale Sagrado. O assunto era levado tão a sério, que cada vila do Vale representava uma estrela ou constelação do céu. A vila de Ollantaytambo por exemplo, representava a constelação do Lhama.

Amanhã seguimos para Machu Picchu, o local mais visitado e mais conhecido do Peru.

Passaremos dois dias explorando as ruínas e caminhando pela região. Tenho certeza que teremos muitas novidades. Até amanhã!

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Ruínas de Moray
Terraços em Moray
Canal de água salgada
Placa de sal
Ingrid em Moray
Estrada do Vale Sagrado
Passeio de bicicleta
Minas de Maras
  
  

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