Motos x Jegues

Uma vez eu ouvi dizer que o jegue era o transporte mais utilizado pelo nordestino. Realmente, o número destes animais é muito grande e muitos andam soltos pelos campos e estradas. São tantos que, em alguns municípios, há funcionários contra

  
  

Uma vez eu ouvi dizer que o jegue era o transporte mais utilizado pelo nordestino.

Realmente, o número destes animais é muito grande e muitos andam soltos pelos campos e estradas.

São tantos que, em alguns municípios, há funcionários contratados para não deixar os jegues entrarem nas cidades.

Eu, porém, fiz a seguinte constatação: o jegue acaba de perder o seu trono para as motos e bicicletas.

Em qualquer cidade do nordeste que se visite, o turista vai se surpreender com o número de motos de pequeno porte.

São inúmeras Biz, Jog, CG125 e Barrafortes. Não dá nem para andar de carro direito. Na frente dos mercados então, todo cuidado é pouco!

Desde adolescentes até os velhinhos, todos usam os barulhentos veículos para fazer de tudo. De compras no supermercado à entrega de gás.

Já vi moto puxando auto-falante, tachos de leite, ração para gado e até um bode. Nos postos de gasolina elas param em enormes grupos para abastecer e sempre colocam de 1 a 5 reais no máximo.

No final do dia, um posto pode faturar mais de 1.500 reais só nestas vendas miúdas.

Agora, em vez das fezes deixadas pelos jegues, as prefeituras têm que se preocupar com a fumaça e os atropelamentos com os usuários destes “jegues motorizados”.

  
  

Publicado por em