Museu do Marajó e campanha em Soure

Durante os dias que passamos em Soure tivemos a oportunidade de manter contato com o Secretário de saúde da cidade, o Sr. Sandro, e junto com ele planejar a estratégia para a implantação da campanha “Água + Cloro = Saúde” no município. Além da doaç

  
  

Durante os dias que passamos em Soure tivemos a oportunidade de manter contato com o Secretário de saúde da cidade, o Sr. Sandro, e junto com ele planejar a estratégia para a implantação da campanha “Água + Cloro = Saúde” no município.

Além da doação de material para ser distribuído entre crianças e adultos (veja link para a campanha na página principal de nosso site), ainda fizemos uma palestra para 50 agentes de saúde.

Nela ensinamos sobre os simples procedimentos que garantem água potável e segura, tais como: lavar a caixa d’água a cada seis meses, lavar frutas e verduras em água clorada antes de consumí-las, fazer um sistema de gotejamento de cloro para poços e cacimbas, entre outros.

Em outra ocasião, fomos visitar a cidade de Cachoeira do Arari, distante a 95 quilômetros de Soure.

Só a viagem até lá já teria valido a pena. Cruzamos dois rios por balsa e seguimos por uma estrada de terra que cruzava campos alagados repletos de búfalos e pássaros. Tiramos fotos incríveis.

A única atração da pequena Cachoeira do Arari é o museu do Marajó.

Um museu único, criado há mais de 40 anos pelo padre Giovanni Galo, falecido no inicio de 2003.

Com muita genialidade, ele criou um espaço de exposição que mostra toda a riqueza e a cultura do arquipélago do Marajó.

Ele criou dezenas de “computadores caboclos”, enormes painéis de madeira onde o visitante, ao mover algumas peças, descobre a resposta para várias perguntas.

O museu é totalmente interativo. Não só pode, mas se deve mexer em tudo.

Mexendo, tocando, virando, puxando, abrindo e fechando portas descobre-se coisas incríveis como por exemplo o significado de palavras em Tupi, a utilidade das ervas, a história dos índios e o regime das águas.

As crianças grandes e pequenas se divertiram pra valer e fizemos grandes descobertas.

Pena que o museu tenha sido instalado tão longe.

Como pudemos notar, poucas pessoas se aventuram por estradas poeirentas para vir tão longe.

Em todo final de semana, nós havíamos sido os únicos visitantes.

Com a morte do padre Galo, os diretores da fundação, que cuidam do museu, tem que pensar sobre o futuro desta obra prima da imaginação.

Salvaterra (Ilha de Marajó) Soure (Ilha de Marajó)

  
  

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