O passeio do Tinha

Ontem fizemos um passeio a Usina de Xingó, entre os municípios de Piranhas (AL) e Canindé do São Francisco (SE). Saímos a bordo de um lindo catamarã construído pelo governo do estado (SE), que possui ancoradouro e um restaurante flutuante, o Karran

  
  

Ontem fizemos um passeio a Usina de Xingó, entre os municípios de Piranhas (AL) e Canindé do São Francisco (SE).

Saímos a bordo de um lindo catamarã construído pelo governo do estado (SE), que possui ancoradouro e um restaurante flutuante, o Karranka´s.

Neste moderno barco, que tem até uma rede para hidromassagem natural, percorremos todo o lago da usina e entramos pelos cânions do rio São Francisco.

Uma paisagem maravilhosa, com paredes enormes se erguendo a partir da água a dezenas de metros de altura.

O ponto central do passeio é a entrada no Paraíso do Talhado, um cânion inundado que termina em uma pequena caverna de arenito.

Ali, todos pulam na água para se refrescar e os que querem mais emoção podem ir de barco a remos até a pequena gruta (R$1,00).

A emoção não é a gruta e sim o passeio de barco. Tudo muito bem organizado e arrumado. Passeio de primeiro mundo. A única coisa ruim no passeio são as informções sobre o lugar.

Eu mesmo batizei o passeio como a excursão do “Tinha”. Vou explicar: Acontece que a cada poucos minutos o guia do catamarã dizia no auto falante do barco:
- Atenção senhores passageiros, estamos passando pelo local onde TINHA uma fazenda que hoje está há 40 metros de profundidade.
- Atenção...... estamos passando por um local onde TINHA uma cidade que hoje está a tantos metros de profundidade.
- Atenção..... Esta aqui é ilha dos macacos que TINHA macacos antes da construção da usina.

E assim por diante. Tudo TINHA, não tem mais.
É o preço que pagamos para construir hidroelétricas e sustentar nossos hábitos elétricos.

Pena que tanta ênfase tenha que ser dada no que TINHA e não no que AINDA TEM.

  
  

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