O Vale Sagrado

Ontem descansamos e fomos a Igreja. Almoçamos fora e caminhamos um pouco pelo vale às margens do rio. No retorno não encontramos táxi comum, por isto pegamos um táxi coletivo.

  
  

Ontem descansamos e fomos a Igreja. Almoçamos fora e caminhamos um pouco pelo vale às margens do rio. No retorno não encontramos táxi comum, por isto pegamos um táxi coletivo.Viemos em oito dentro de um carro projetado para 5 pessoas. Eu e o Erick no porta-malas. Super confortável!

Sandra Goldschmit

O Vale Sagrado dos Incas, cortado pelo rio Urubamba (ou Vilcanota) é um dos lugares mais belos do estado de Cusco. Possui um micro-clima único que mantém a temperatura amena durante todo o ano permitindo assim o bom desenvolvimento da agricultura.

Começamos nosso dia explorando a Feira de Pisac, uma das mais tradicionais do vale. Ela acontece semanalmente há mais de 300 anos. A parte externa está voltada ao artesanato, enquanto no centro da feira acontece a troca e venda de produtos agrícolas. O “Trueque”, como é chamado ou intercambio de alimentos e animais, é feito por pessoas de várias comunidades que se reúnem aqui três vezes por semana. Um saco de milho por uma cabra. Um quarto de ovelha por um saco de batatas e assim por diante. É na feira de Pisac que podemos ver a grande variedade de produtos cultivados no vale. Espigas de milho multicolores, dezenas de variedade de batatas, cereais que só crescem nas alturas, tudo ali, exposto aos olhos do visitante.

Perto do meio-dia fomos surpreendidos por um desfile diferente. Na frente uns 20 meninos, vestidos a caráter, sopravam grandes conchas na forma de instrumentos musicais. Atrás, 15 homens vestidos em mantos coloridos e empunhando um bastão de prata e madeira. Eram os 15 lideres dos distritos da cidade de Pisac. Todos os Domingos eles assistem a missa e depois se reúnem com o prefeito da cidade para resolver problemas de suas comunidades. Acompanhamos todos até o teatro da cidade e assistimos parte da reunião. Como tudo era falado em Quéchua, a língua dos Incas, nós não entendíamos nada, fomos embora. Foi uma grande oportunidade de mergulhar na comunidade local e conhecer um pouco mais sua cultura.

Na feira visitamos também a parte turística, onde existem centenas de barracas com tudo o que você imagina. Visitamos um forno onde assam deliciosas empanadas. No mesmo forno também vimos assar o Cuy (porquinho da Índia) que por aqui é uma iguaria sem igual.

A cidade colonial de Pisac fica no vale, mas a cidade original fica no alto das montanhas, como a maioria das cidades Incas. Incrível como estes Incas adoravam uma caminhada montanha acima. Mas isto tinha uma razão. Construindo no alto das montanhas eles ficavam livres de enchentes, longe dos desmoronamento, mais longe ainda dos inimigos e mais perto dos seus deuses: o Sol, a Lua, os Raios e as próprias montanhas ou Apus. As ruínas de Pisac ainda conservam toda a estrutura de uma cidade Inca com áreas destinadas ao cultivo, moradia, culto e cemitério.

Almoçamos em Urubamba, na Pousada del Inca de Yucay. Lá encontramos uma lhama brincalhona. Primeiro ela só queria morder nossos tênis. Depois a brincadeira ficou mais séria e todos tivemos que correr. Foi divertido, nunca tínhamos brincado de pega-pega com uma lhama.

Quarenta quilômetros adiante encontramos outra cidade Inca, só de desta vez habitada. Trata-se Ollantaytambo ou Tambo de Ollanta (veja lenda abaixo). É uma cidade pequena que ainda conserva grande parte da sua arquitetura original, do tempo do império Inca. Possui ruas estreitas, canais de água na calçada, cultivo em terraços e uma área religiosa. Esta última é conhecida como as Ruínas de Ollantaytambo e é composta por enormes terraços de cultivo, pelo templo do sol (inacabado) e pelo templo das dez janelas. São ruínas impressionantes, imponentes e que requerem boas pernas para chegar ao seu topo. O dia estava meio chuvoso, mas mesmo assim exploramos tudo. Descobrimos que a pedreira de onde vinha todo o material para a construção dos templos ficava o topo de uma montanha do outro lado do vale. Longe pra chuchu! Os Incas tinham que fazer uma viagem imensa, carregando grandes blocos de pedra para construir seus templos. Durante a jornada, muitas pedras caiam e se quebravam, sendo assim abandonadas no meio do vale. Hoje são conhecidas como Pedras Cansadas e marcam o caminho feitos pelos antigos trabalhadores.

Lenda Ollantaytambo
Conta a lenda a um soldado do império Inca chamado Ollanta se destacou tanto nas batalhas que foi alçado ao posto de general. Passou então a freqüentar a corte em Cusco e lá se apaixonou pela filha do Imperador, a princesa Kusicoyllor. Obviamente o imperador Pachacutec não ficou nada feliz com o namoro pois o general era um homem do povo, de uma classe mais baixa. Perseguido pelo imperador, Ollanta fugiu com seus soldados para o Vale Sagrado e se refugiou na cidade que hoje tem o nome de Ollantaytambo (Pousada de Ollanta). O general ficou escondido ali por 10 anos até que um outro general, chamado Rumiñawi, o encontrou, e depois de uma batalha o aprisionou. Ollanta foi levado para Cusco, mas para sua sorte Pachacutec havia morrido. O novo imperador não se opôs ao casamento e libertou o general. Finalmente Ollanta se casou com Kusicoyllor e viveram felizes.

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Feira de Pisac
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Cuy assado
Lhama abusada
Ollantaytambo
Família Gold em Ollantaytambo
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Pedra cansada
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Publicado por em

Taynara

Taynara

31/05/2009 15:47:21
ah nas ferias eu vou ,mas naum vou comer rato naum.

Família Goldschmidt

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É rã!