Os Pomeranos

Domingos Martins é uma cidade que foi colonizada por alemães e italianos. Durante a segunda guerra mundial, muitos dos descendentes destes colonizadores foram perseguidos e se afastaram para lugares mais distantes criando várias vilas. Uma delas chamada d

  
  

Domingos Martins é uma cidade que foi colonizada por alemães e italianos. Durante a segunda guerra mundial, muitos dos descendentes destes colonizadores foram perseguidos e se afastaram para lugares mais distantes criando várias vilas. Uma delas chamada de Melgaço, e é composta quase que 100% por descendentes de Pomeranos, vindos de uma região da Alemanha. Além de falar o alemão, eles falam um dialeto próprio o Pomerano, um idioma que a Sandra definiu muito bem como “alemão simplificado”. Por exemplo, ao invés de falar “Godentard” como o alemão eles falam “Gunda” (é lógico que não se escreve assim, eu só estou mostrando a pronuncia). Estas comunidades se tornaram quase auto-suficientes e por isto, muitos dos seus habitantes não conhecem nenhuma palavra em português. É incrível, são pessoas nascidas no Brasil, que viveram aqui por 60 ou 70 anos e não falam nem “Bom Dia” em nosso idioma. Ainda não consegui entender como isto pode acontecer ou como uma pessoa pode ser tão passiva (ou não). O Tico e o Teco (meus dois únicos neurônios) estão trabalhando nisto dioturnamente (gostou da palavra difícil?). Conheci uma senhora (a da foto), totalmente banguela (detalhe) com a qual só pude me comunicar através da nossa guia e interprete a Laodicéia. Ela inclusive, é filha de pomeranos, mais saiu cedo para estudar na cidade. Hoje ela trabalha no INSS e ajuda voluntariamente aos pomeranos que não falam português e precisam usar os serviços na cidade como hospitais, dentistas ou retirar a aposentadoria. Na volta para a cidade, paramos para conversar com um senhor que vendia abóboras na beira da estrada. Ele nos convidou para conhecer a sua casa e comer um pouco dos biscoitos que sua esposa estava preparando para as festas de final de ano. Na sua casa conhecemos o Kirk, um galo muito especial. Contam os pais (adotivos é lógico) que desde que era um pintinho o Kirk entra em casa todas as tardes, ás 6 horas, voa até a estante da sala e assiste confortavelmente as novelas da Globo. E ai de quem mexer com ele. Segundo apurei, ele ainda não aprendeu a mexer no controle remoto, mas afinal, ele tem apenas 6 anos de idade. Aguardem!

Obs: Queridos amigos, como vocês devem ter percebido estamos com um pequeno problema na atualização do diário de bordo. Acontece que nosso dois computadores deram problema ao mesmo tempo (parecem meus neurônios), por isto estou atualizando via Globastar daqui mesmo, sem passar pelo meu escritório. Paciência amigos, paciência!

  
  

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