Passeio na selva

Acordamos cedo com o barulho da pretinha querendo transformar a Pepita em um brinquedo. Não deixamos. Depois de um belíssimo café-da-manhã, saímos os cinco para fazer uma caminhada na selva junto com Sr. Luiz. O segredo para uma boa caminh

  
  

Acordamos cedo com o barulho da pretinha querendo transformar a Pepita em um brinquedo. Não deixamos.

Depois de um belíssimo café-da-manhã, saímos os cinco para fazer uma caminhada na selva junto com Sr. Luiz.

O segredo para uma boa caminhada é um bom guia. Se você tem como companhia um nativo da região, cada passeio será uma sucessão de descobertas, uma aventura!

Na companhia de Sr. Luiz, eu aprendi como subir em uma palmeira usando a peçonha, uma espécie de corda feita com ramos.

É lógico que me falta prática, mas para mim, subir 5 metros sem auxilio de ninguém já foi uma alegria.

Ele também ensinou as crianças como proceder e se proteger caso tenham que passar uma noite na floresta.

Depois, conhecemos alguns insetos e animais, dentre eles uma aranha-macaco que tinha uns 25 centímetros de comprimento.

O tamanho da minha mão aberta. Quando todos reclamavam de sede, o seu Luz nos levou até um dos muitos cipós que desciam das árvores.

Escolheu um e cortou rápido um pedaço de um metro mais ou menos.

Depois ergueu a ponta do cipó em direção a boca.

Para nossa surpresa, do cipó saiu água fresquinha com um leve sabor de madeira. Era o cipó d’água.

Ele explicou que se não cortar rápido as duas extremidades, a água sobe através dos canais internos até o topo da árvore e o cipó fica seco. Maravilhoso, não?

No final da tarde, fomos para minha prometida lição de “Como caçar jacarés”.

Depois das instruções eu me posicionei na ponta do barco com o laço nas mãos e tentei acertar o pescoço de alguns bichinhos. Durante algum tempo não tive muito sucesso.

Ou o jacaré fugia antes de chegarmos ou eu errava a laçada. Estava nervoso.

Tinha medo de pegá-los e não saber o que fazer com eles depois.

Cada vez que um grande fugia, eu até que ficava contente. Depois de algum tempo, sucesso!

Consegui laçar uma fêmea de um metro e meio de comprimento. Até que não foi tão difícil.

Na hora de a puxarmos para o barco, vimos que ela estava prenha e por isto resolvemos soltá-la com medo que o estresse causasse a perda dos filhotes.

Decidimos então esperar a noite cair e para passar o tempo fomos pescar piranhas.

O Erick e toda a família voltou à sua antiga forma e pegamos algumas realmente grandes.

O Erick conseguiu pegar os quatro tipos de piranhas que existem: a branca, a preta, a amarela e a cajú (ou vermelha).

A Pepita coitada, andava de um lado para o outro na lancha lembrando da experiência que teve na Ilha Mexiana.

Lembram-se? Lá ela foi mordida por um piranha-cajú e perdeu um pedacinho da língua.

À noite, voltamos a caçar jacaré e desta vez conseguimos laçar um, só que bem menor.

Depois consegui agarrá-lo pelo pescoço para trazê-lo para dentro do barco.

O Erick quis tentar também e pegou um do mesmo tamanho que o meu.

É lógico que todos os animais foram devolvidos para a água depois das devidas fotografias.

Só as piranhas não tiveram a mesma sorte e foram parar na panela do Sr. Luiz.

No dia seguinte, ele me trouxe o maxilar de uma delas como lembrança da pescaria.

  • Pousada Guanavenas

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