Queimadas à vista

Partimos ontem de Vilhena e infelizmente a nossa primeira visão no norte do Mato Grosso foi uma enorme nuvem de fumaça. Elas anunciavam enormes queimadas. Muitas vezes, os incêndios chegavam até às margens das rodovias e nos obrigavam a redobrar a

  
  

Partimos ontem de Vilhena e infelizmente a nossa primeira visão no norte do Mato Grosso foi uma enorme nuvem de fumaça. Elas anunciavam enormes queimadas.

Muitas vezes, os incêndios chegavam até às margens das rodovias e nos obrigavam a redobrar a atenção e a diminuir a velocidade.

Logo mais à frente, vimos uma enorme árvore queimando. Devia ter uns 30 metros e estava toda em chamas.

Foi tão impressionante que a imagem ficou gravada na minha mente. Parecia uma pessoa pegando fogo. Na verdade, era um ser vivo.

Conforme cruzávamos a chapada dos Paricis, o fogo ia diminuindo e a belezas aumentando.

Enormes paredões margeavam a rodovia, já anunciando as belezas de Mato Grosso.

Esta chapada que atravessamos é muito importante, pois é um divisor natural entre duas importantes bacias hidrográficas da América do Sul. Vejam só:

Todos os rios que nascem na face norte desta serra, fazem parte da Bacia Amazônica e vão terminar de uma maneira ou de outra desaguando no rio Amazonas.

Os rios que nascem na face sul da serra irão desaguar no Rio da Prata e fazem parte da Bacia Platina.

É como estar em um dos cruzamentos mais importantes do mundo. No meu ver, os rios são aventureiros como nós.

Eles procuram seus caminhos por entre serras, montanhas e vales, sempre desbravando terras, conhecendo povos e culturas.

São eles os primeiros desbravadores dos continentes e aqueles que permitem que nós, os homens, colonizemos os interiores.

Eu sinto como se eles fossem meus irmãos, meus companheiros de aventuras.

Devaneios poéticos a parte, voltamos ao duro asfalto da BR-070. Por sinal, um belo asfalto. Pelo menos até agora...

Mato Grosso tem apresentado boas estradas. Ontem dormimos em um posto de combustível na cidade de Pontes e Lacerda.

O que me impressionou é que esta pequena cidade de apenas 20 mil habitantes tinha duas universidades, uma pública e outra particular.

Achei legal, pois mais pessoas têm a oportunidade de estudar, mas também fiquei um pouco revoltado por este benefício não chegar até nós.

Minha cidade tem 130 mil habitantes e tem somente uma pequena faculdade particular.

Neste ponto há muito mais oportunidade nos estados do norte do que nos estados do sul. Posso estar enganado, mas esta é a impressão que tenho.

A viagem foi fácil e percorremos 730 quilômetros em um dia e meio.

Chegamos em Cuiabá ás 16 horas debaixo de uma forte chuva de verão.

Fomos recebidos pela Salvina, da Secretaria Estadual de Turismo e acampamos no estacionamento do Hotel Fazenda Mato Grosso.

O Hotel fica dentro de Cuiabá, mas é dono de uma área invejável, com muito verde.

Existe até um zoológico particular com um pouco da fauna pantaneira.

Nos acomodamos debaixo de um bambuzal e depois de dois dias de viagem, finalmente dormimos tranqüilos.

  • Hotel Fazenda Mato Grosso

Rua Antônio Dorileo, 1.200 – Coxipó
Fone: (65) 661-1200
Website: www.hotelmatogrosso.com.br

  
  

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