Rampa do Artur

Caso vocês ainda não saibam, andar não é um dos meus esportes favoritos, mas de vez em quando, se preciso e se o motivo for muito bom, eu até me arrisco em uma longa caminhada. O Nil, nosso guia, nos prometeu apresentar um lugar mais bonito que a

  
  

Caso vocês ainda não saibam, andar não é um dos meus esportes favoritos, mas de vez em quando, se preciso e se o motivo for muito bom, eu até me arrisco em uma longa caminhada.

O Nil, nosso guia, nos prometeu apresentar um lugar mais bonito que a Rampa do Caim (lugar muito visitado na Chapada), com uma visão mais maravilhosa do coração da Serra do Sincorá e do Vale do Paty, um oásis no meio de tanta pedra.

Como se não bastasse tais argumentos, ele mencionou uma frase chave para mim: “Nunca foi feita nenhuma reportagem sobre este lugar”. Pronto, estava acesa a chama do desejo de ser o primeiro a registrar em foto e vídeo o lugar conhecido como Rampa do Artur.

Fomos nós quatro acompanhados de Nil e um casal de amigos, o Lauro e a Brenda, donos de um lugar chamado a Toca do Morcego (deles eu falo outro dia).

A caminhada foi dura (pelo menos para mim e para as crianças). Depois de andar 3 quilômetros pelo campo plano, encaramos um subida de quase 400 metros em pouco mais de 1 quilômetro.

Depois (com as pernas bambas) mais 4,5 quilômetros em direção ao centro da chapada até a beira de um penhasco. Valeu a pena! Ali, tive uma das visões mais lindas da Chapada Diamantina.

O penhasco termina na borda do Vale do Paty, um vale escondido em meio a imensas muralhas de pedra e recortado por pequenos rios e trilhas centenárias.

Ali vivem poucos homens, habituados à rudês das intempéries e à vida simples de que se contenta com o suficiente.

A visão é fantástica: 180° de vale esplendoroso à frente e 180° de campos maravilhosos atrás. Ficamos ali quase duas horas, descarregando as câmeras fotográficas e inspirando toda a beleza do lugar na esperança de que cada imagem, cada fragrância, cada momento ficasse para sempre marcados em nossa memória.

Este é mais um lugar que, mesmo com as fotos mais bem tiradas, não fazem jus a tanta beleza. Só uma coisa ruim nisto tudo: a volta. Mais 9 quilômetros a pé.

Valeu, principalmente quando cheguei ao meu querido e saudoso Kangoo.

Por falar nisto, descobri que para mim existem quatro momentos na caminhada:

1 - Inicio - “Oba, vamos lá , vai ser um passeio legal!”
2- Primeira grande subida - “Eu sabia que não devia ter vindo, da próxima vez não venho!”
3- Chegando no destino - “Valeu a pena tanto esforço, ainda bem que eu vim!”
4- Voltando cansado e estropiado - “Nunca mais, da próxima eu vejo só as fotografias”

  
  

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