Rapel e Angiquinho

Apesar de não termos feito o bungee jump de anteontem, aceitamos o desafio de fazer um rapel na antiga usina de Angiquinho. Esta usina foi a primeira construída no nordeste e idealizada por um empresário visionário chamado Delmirto Gouveia. Aqui,

  
  

Apesar de não termos feito o bungee jump de anteontem, aceitamos o desafio de fazer um rapel na antiga usina de Angiquinho. Esta usina foi a primeira construída no nordeste e idealizada por um empresário visionário chamado Delmirto Gouveia.

Aqui, em 1913, quando ninguém pensava ainda nos benefícios de uma usina nas cachoeiras de Paulo Afonso, este homem não só construiu uma hidrelétrica, com também uma fábrica de tecidos no meio do sertão.

Infelizmente ele morreu assassinado em 1917. Dizem as más línguas (e alguns pesquisadores) que quem o matou foram os ingleses com os quais ele fazia concorrência nos negócios de tecido.

Verdade ou não, a usina funcionou até a década de 60 (dirigida por ingleses) e hoje está entregue ao abandono. Ainda existem por ali vários maquinários e até um trecho suspenso de estrada de ferro.

Nele existe uma pequena vagoneta com a qual os mais corajosos (como eu e a Sandra) descem fazendo curvas sobre o cânion que passa lá embaixo. Muita emoção.

Principalmente por serem trilhos instalados a quase 100 anos e sem manutenção.

Depois da adrenalina do trenzinho, fomos para o rapel propriamente dito. Descemos a partir da usina por uma parede irregular escavada pela força da água que antigamente passava por ali.

Muita adrenalina na descida. Nesta aventura descemos eu e a Ingrid. A Sandra ficou pendurada no alto só fazendo as imagens. O calor era imenso. Vinha de cima e de baixo com o sol refletindo nas pedras.

O melhor do rapel foi quando a cadeirinha tocou na água que corre abaixo de nós, afinal, depois de muita adrenalina e calor, nada melhor do que um bom e refrescante banho nas água do velho Chico.

  
  

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