Raso da Catarina - Parte 1

Paulo Afonso está localizada numa das margens do Raso da Catarina, uma das regiões mais secas do país. O Raso não é um deserto e sim uma parte especialmente árida da caatinga, onde não corre nenhum rio e não há nenhuma fonte de água. O Raso tem es

  
  

Paulo Afonso está localizada numa das margens do Raso da Catarina, uma das regiões mais secas do país. O Raso não é um deserto e sim uma parte especialmente árida da caatinga, onde não corre nenhum rio e não há nenhuma fonte de água.

O Raso tem este nome primeiro por causa de sua vegetação baixa e rasteira (rasa), e também por uma lenda que conta sobre uma senhora, esposa de um fazendeiro que saiu para buscar plantas medicinais na caatinga e nunca mais foi vista. O nome dela? Elementar meu caro Watson: Catarina.

Uma das coisas mais impressionantes no Raso não é sua vegetação que resiste a seca, e sim o homem que consegue viver e trabalhar em condições tão extremas.

Aqui vivem os índios Pankararés, uma tribo com mais de 500 membros que vivem espalhados em diversas aldeias dentro da caatinga.

Na verdade o raso é metade reserva do Ibama e metade reserva indígena. Estes índios estão aqui há centenas de anos e tem mostrado ao mundo a determinação e capacidade de adaptação do ser humano.

Aqui mora o Seo Lino, o pajé da tribo, que ficou famoso ao ser mostrado pelo Fantástico como um homem que não tomava banho há 3 anos. E era verdade! Água aqui só da chuva e isto somente entre os meses de Abril e Junho.

A pouca água que cai do céu nestes meses é armazenada em panelões escavados naturalmente na rocha. É uma água amarela e mal cheirosa, mas que para os índios representa a diferença entre a vida e a morte.

Hoje, graças à exposição do Seo Lino da mídia, foi cavado um poço artesiano de 200 metros de onde os índios tiram o precioso líquido.

Sim, hoje todos tomam banho sim senhor!

  
  

Publicado por em

Allison

Allison

15/04/2011 01:47:34
Adorei o assunto, eu amo o nordeste e todas as historias que le existem.

Família Goldschmidt

Família Goldschmidt

Obrigado pelo comentario!